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13.8.10

Ruy Duarte de Carvalho (1941-2010)


{Nicolas Poussin, 1638-9, Et in Arcadia Ego, Musée du Louvre, Paris}
Poussin talvez julgasse que os pastores cultivam a similitude entre si. Numa imaginação arcádica ou no Namibe parecem os mesmos (irredutíveis, impermanentes, mal-afamados), com os mesmos passos e desencontros, a mesma união centrípeta em redor dos pastos. A sociedade que se estabelece entre os homens e os animais prefigura uma ilusão de harmonia (uma espécie de amanhecer em stacatto) mas, na verdade, é uma desilusão de morte, uma vereda de sacrifício - digna de perdão porque é uma ficção etnográfica (e não uma tourada catalã).
Já não há pastores (o Pato não é um pastor, mas um mero guardador de ovelhas e, se a ocasião lhe é propícia, um seu amante devotado) nem quem os visite.

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5.2.10

Biblioteca Mínima de Antropologia


Com a edição de «Cultura e Cognição», de Luís Quintais, e de «Explicação e Hermenêutica», de Filipe Verde, a Angelus Novus dá início à publicação da Biblioteca Mínima de Antropologia.

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4.11.09

Wikipédia


Dossier temático: Claude Lévi-Strauss
O antropólogo que odiava viajar: entrevista com Claude Lévi-Strauss
Carlos Câmara Leme
O código Lévi-Strauss ou o mundo como correlato objectivo
Filipe Verde
Kant na noite do Ártico: uma revisitação do “pensamento selvagem”
Luís Quintais
A máscara por detrás do véu do estigma: cabe o pensamento de Lévi-Strauss numa reflexão sobre a experiência da lepra?
Alice Cruz

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3.11.09

Alteridade radical


(Claude Lévi-Strauss, 1908-2009)
Lévi-Strauss morreu. Era da família.

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27.10.09

E as ovelhas fogem quando vêem o pastor

2.10.09

Ardipithecus #2

Referential models based on extant African apes have dominated reconstructions of early human evolution since Darwin’s time. These models visualize fundamental human behaviors as intensifications of behaviors observed in living chimpanzees and/or gorillas (for instance, upright feeding, male dominance displays, tool use, culture, hunting, and warfare). Ardipithecus essentially falsifies such models, because extant apes are highly derived relative to our last common ancestors. Moreover, uniquely derived hominid characters, especially those of locomotion and canine reduction, appear to have emerged shortly after the hominid/chimpanzee divergence. Hence, Ardipithecus provides a new window through which to view our clade’s earliest evolution and its ecological context. Early hominids and extant apes are remarkably divergent in many cardinal characters. We can no longer rely on homologies with African apes for accounts of our origins and must turn instead to general evolutionary theory. A proposed adaptive suite for the emergence of Ardipithecus from the last common ancestor that we shared with chimpanzees accounts for these principal ape/human differences, as well as the marked demographic success and cognitive efflorescence of later Plio-Pleistocene hominids.

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Ardipithecus

To some researchers’ surprise, the female skeleton doesn’t look much like a chimpanzee, gorilla, or any of our closest living primate relatives. Even though this species probably lived soon after the dawn of humankind, it was not transitional between African apes and humans. “We have seen the ancestor, and it is not a chimpanzee,” says paleoanthropologist Tim White of the University of California, Berkeley, co-director of the Middle Awash research group, which discovered and analyzed the fossils.

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26.9.09

Interest in cattle

Although cattle have many uses they are chiefly useful for the milk they provide. (E.E. Evans-Pritchard, The Nuer, pág. 21)
Reparem na sugestão subliminar da expressão «cattle have many uses». Os pastores são todos iguais, e o gado tem muita e boa serventia, parece querer dizer-nos Evans-Pritchard. Em África ou em Pitões das Júnias, desde que em sítio ermo e propício à ordinarice.

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7.8.09

«Antropologia para fora»

20.5.09

A nossa origem alemã


A set of extraordinary circumstances produced one of the most complete skeletons of a fossil primate ever recovered, here described as a new genus and species Darwinius masillae. The holotype is a juvenile that died at the margin of a volcanic lake in a paratropical rain forest and was preserved in Middle Eocene sediments of Messel, Germany (Grube Messel or ‘Messel pit,’ herein simply Messel).

(Franzen JL, Gingerich PD, Habersetzer J, Hurum JH, von Koenigswald W, Smith BH (2009) Complete Primate Skeleton from the Middle Eocene of Messel in Germany: Morphology and Paleobiology. PLoS ONE 4(5): e5723. doi:10.1371/journal.pone.0005723)

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8.2.09

Double art

Taught as we are to read and write in early childhood, we hardly realize the place this wondrous double art fills in civilized life, till we see how it strikes the barbarian who has not even a notion that such a thing can be. John Williams, the South Sea Island Missionary, tells how once being busy carpentering, and having forgotten his square, he wrote a message for it with a bit of charcoal on a chip, and sent this to his wife by a native chief, who, amazed to find that the chip could talk without a mouth, for long afterwards carried it hung by a string around his neck.
(Edward B. Tylor, 1881, Anthropology, pág.167)

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21.1.09

Carlitos Darwin: o darwinista relutante #2


Como nos tornámos humanos?
Ciclo de Conferências DARWIN: No Caminho da Evolução
21/01/2009, 18h00, Auditório 2
Eugénia Cunha - Universidade de Coimbra

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13.1.09

Carlitos Darwin: o darwinista relutante #1


2009. 200 anos depois, 12 de Fevereiro. 150 anos depois, 24 de Novembro. Charles Darwin. Menino rico, esbanjador. Às vezes cientista. Isto foi o início. Depois veio a viagem, o terramoto e as Galápagos; dois livros fulcrais e nenhum deles era a Bíblia. Uma família em crescendo geométrico (a invectivar Malthus?). As doenças, o estatuto como geólogo. Depois como biólogo, graças às insignificantes cracas. Sabiam que o seu livro mais lido, isto é, enquanto ainda vivia, foi Earthworms e não a Origem? Que lhe morreu a filha mais querida? Que ele via na própria pele - nas suas próprias alergias e dores de estômago - e na dos filhos a acção da selecção natural? Teve amigos, bons amigos. Que concordaram com ele, que eram mais darwinistas que Darwin. Excepto o velho Lyell. Esse morreu e foi para o céu. Um dia recebeu uma carta de Wallace, o outro, que ninguém ou quase ninguém conhece, mas que, vindo de baixo (não era rico nem esbanjador: a mostrar que não é o social que influencia definitivamente a produção científica), concatenou ideias e chegou ao mesmo resultado que o Carlitos. Só que este tinha receio, mais por Emma que por si, e foi resguardando as palavras heréticas, pelo menos 20 anos se passaram entre essas primeiras letras demoníacas e a carta de Alfred Russel Wallace, que espoletou a célebre conferência da Geological Society. Em que os dois, em jargão críptico, disseram que não, que não havia mão de Deus sobre as criaturas, que era tudo obra do acaso e do tempo. Wallace afastou-se, tornou-se místico. Darwin continuou, sempre.

Humanos?
Qual a diferença,
a ínfima dobra,
que faz a diferença?
(Luís Quintais, Mais espesso que a água, pág. 101)

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28.11.08

E vive


Odeio viagens e exploradores.
(Claude Lévi-Strauss nasceu a 28 de Novembro de 1908)

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18.11.08

O «menino» do Lapedo: 10 anos depois

Recensão publicada na revista Antropologia Portuguesa (2007, n.º 20)
Aguiar, João. 2006. Lapedo: Uma Criança no Vale. (Colecção: Obras de João Aguiar). Porto, ASA. 189 p. ISBN 972-41-4871-8. € 14

Quando os arqueólogos Pedro Souto e João Maurício descobriram os restos ósseos matizados de ocre de uma criança no Vale do Lapedo (Leiria), no Outono do ano de 1998, poucos teriam a ousadia de esperar que o achado ia transformar tão profundamente a perene e visceral discussão em redor das origens do homem anatomicamente moderno[1]. O esqueleto da criança, razoavelmente completo, foi encontrado num abrigo rochoso do Vale do Lapedo, denominado Abrigo do Lagar Velho. A criança, de sexo indeterminado[2], morreu com cerca de quatro anos de idade. O corpo, possivelmente envolvido numa mortalha pigmentada de ocre, foi deposto na sepultura com a cabeça voltada para leste e os pés para oeste. Adstritos aos restos ósseos foram encontrados alguns elementos animais e adornos, com inequívoco valor simbólico.

Estes factores, associados à antiguidade dos remanescentes esqueléticos (cerca de 25.000 anos), bastavam para creditar uma importância extraordinária a esta sepultura do Paleolítico Superior. Contudo, o interesse científico e mediático abandonou-se quase em exclusivo à surpreendente hipótese colocada pela equipa que escavou e estudou a criança do Lagar Velho (que incluía, entre outros, João Zilhão, Erik Trinkaus e Cidália Duarte). Resumidamente, a hipótese proposta por este grupo de cientistas admite que esta criança exibe um mosaico de características morfológicas que resultou, supostamente, de uma miscigenação regular entre Neandertais e Cro-Magnons, durante a fase crepuscular da existência Neandertal na Europa[3]. Como seria de esperar, esta revelação atordoou a comunidade científica, que prontamente lhe reagiu (com um tropel de criticismo ou afinando panegíricos, conforme o paradigma seguido). De facto, o menino do Lapedo cedo se tornou em mais um manancial de discórdia na questão da origem do homem moderno, a mais velha controvérsia no seio da paleoantropologia[4].

Dos escombros de uma contenda que se mantinha mais ou menos confinada nos limites estreitos da comunidade científica surge Lapedo: Uma Criança no Vale, uma obra do romancista e jornalista João Aguiar (autor de uma vasta produção ficcionada, na qual se incluem obras como O Comedor de Pérolas, A Hora de Sertório e Inês de Portugal), que pretende divulgar a importante descoberta do Abrigo do Lagar Velho – sem a secura da nomenclatura científica ou a superficialidade do aparelho mediático jornalístico.

O prólogo do livro de João Aguiar é, conscientemente, ficcionado a partir de circunstâncias factuais, designadamente a morte e enterramento ritual de uma criança. Partindo desta conjuntura, o autor entretece uma “história possível e triste”[5] em redor dos dramáticos eventos que culminaram na morte do menino do Lapedo. Aos qualificativos possível e triste eu acrescentaria ingénua e inverosímil: o relato da perseguição de um tentilhão pelo menino e do seu funesto zénite é infantil – mas sem o brilho dos contos para crianças dos irmãos Grimm ou de Edith Nesbit – e desprovido de qualquer base científica. Mas Aguiar é honesto nas suas intenções: se o livro, como um todo, não pretende ser um romance (pretende revivescer a memória do que foi a história da descoberta da criança); neste preâmbulo, a ficção funciona apenas como estratégia de introdução na narrativa de um facto indisputável: a morte de uma criança de quatro anos, inumada no vale do Lapedo há cerca de vinte e cinco mil anos. O propósito explícito de resgatar a história do menino do Lapedo do círculo restrito da arqueologia e da paleoantropologia, divulgando-a entre não iniciados, reclama um inevitável aligeiramento dos dados académicos, opacos e indestrinçáveis para o leitor insciente e furtivamente interessado nestas áreas do saber. Desse modo, a insistência de João Aguiar em confessar, de forma clara, a amenização e tempero dos dados científicos com “alguma especulação” (se quisermos ser eufemistas) – relembrando-nos, talvez inconscientemente, que “a realidade não tem a mínima obrigação de ser interessante”[6] – valida a intenção do autor em tornar inteligível esta descoberta científica e também de a tornar mais atraente e sedutora ao olhar inexperiente do leigo.

Não obstante o prelúdio ficcionado, neste opúsculo o romancista cede um amplo espaço ao vero episódio histórico que constituiu a descoberta, no Vale do Lapedo, de uma sepultura com cerca de 25.000 anos. O autor reconhece que esta não é uma obra de ficção, não é um conto, é uma descrição dos factos colorida com algumas reflexões do próprio Aguiar, por vezes pseudo-científicas e heterodoxas. Como escreveu Aquilino Ribeiro n’A Casa Grande de Romarigães[7], se “no romance, o escritor escolhe os episódios; na história, são os episódios que se lhe vêm oferecer” e o autor de Lapedo: Uma Criança no Vale, embora sucumbindo por vezes à tentação de especular sobre os factos e mesmo de os subverter através da ficção, enredou uma narrativa que constitui uma apresentação válida e prestimosa às circunstâncias científicas que envolveram a descoberta, o estudo e a divulgação da sepultura do Abrigo do Lagar Velho.

Os episódios da história começam, pois, a ser revelados: no primeiro capítulo (“25 Mil Anos Depois”) João Aguiar dá uma ênfase compreensível às circunstâncias especiais – quase míticas – que rodearam a descoberta da sepultura do Vale do Lapedo e que envolveram retroescavadoras, bofetadas em alunos desobedientes, protestos de grupos ambientalistas e uma tese de licenciatura. A escavação de emergência, minuciosa e detalhada, imediatamente preparada por João Zilhão e levada a cabo por Cidália Duarte e Ana Cristina Araújo, contrasta com a sucessão de acasos que motivaram o precioso achamento. O autor refere também o inevitável e crescente interesse do público e dos media sobre os acontecimentos que se iam desenrolando no Abrigo do Lagar Velho. Incidentalmente, Aguiar pontua o texto com a narração sucinta de factos jocosos envolvendo os membros da equipa de escavação, por exemplo:

“(…) numa das paragens (…) para reabastecer o carro de combustível, João Zilhão, ao regressar ao automóvel, depois de ter efectuado o pagamento, tão absorto estava na questão que entrou na viatura errada, um automóvel que se encontrava estacionado a certa distância do seu.”[8]

A intercalação episódica destas pequenas histórias, para além de aliviar a densidade dos factos arqueológicos e paleoantropológicos, alimenta no leitor um sentimento de empatia para com os investigadores e, concomitantemente, para com as hipóteses científicas que defendem. O que, parecendo inócuo, não o é totalmente.

No capítulo seguinte (“Casus Belli”), o escritor introduz definitivamente na narrativa a teoria de que a peculiar morfologia esquelética da criança do Lapedo resultou de trocas génicas intensivas entre Neandertais e homens anatomicamente modernos (o primeiro capítulo termina com uma breve alusão a esta hipótese, formulada inicialmente por Erik Trinkaus). Nesta fracção do texto, Aguiar pormenoriza a teoria da hibridização, define e expõe os factos que a fundamentam e estabelece, também, uma área narrativa para o contraditório. Todavia, a posição do autor não é a do observador neutral. João Aguiar escolhe campo: do lado dos que defendem a origem mestiça[9] do menino. Mas, diga-se justamente, a sua inclinação não se dissimula na clandestinidade e o escritor assume de forma inequívoca o seu proselitismo. Como exemplo, no capítulo 6 (“Pensando Sobre o Assunto”), Aguiar escreve:

Embora parte da comunidade científica ainda não aceite esta hipótese (da miscigenação), penso que, tendo em consideração todos os argumentos contra e a favor, é legítimo tomá-la como um dado adquirido (…).[10]

Nos capítulos “Ritual, Et Caetera” e “O Discurso dos Sedimentos” as temáticas abordadas são bem mais consensuais. Aguiar foca a sua escrita no ritual de enterramento da criança do Lapedo, considerando-o no conjunto de enterramentos rituais no Paleolítico Superior; e nas condições climáticas, geológicas e ecológicas do Vale do Lapedo há vinte e cinco mil anos. Nos capítulos subsequentes (“A Leitura Simbólica” e “Pensando sobre o Assunto”), o escritor conduz novamente a narrativa para o campo da especulação consciente. O capítulo 6 (“Pensando sobre o Assunto”), sobretudo, inclui uma série de imprecisões científicas e algumas reflexões algo perturbantes. Refira-se, nomeadamente, o encadeamento da presumível mestiçagem da criança do Lapedo com a inclinação nacional de ir “para a cama com toda a gente” [11] e de criar comunidades mestiças em diversos pontos do antigo império colonial português. Este modelo anacrónico de luso-tropicalismo, adoptado pela propaganda do Estado Novo, é inaceitável do ponto de vista da antropologia coetânea.

Lapedo: Uma Criança no Vale insere-se numa longa tradição de obras de vulgarização científica. Escrito por um romancista, fecunda-se das qualidades e lacunas que decorrem dessa condição de surgir da pena de alguém que não provém dos domínios da arqueologia ou da paleoantropologia. A divulgação científica é parte elementar do processo de conhecimento do mundo e, desse modo, o livro de João Aguiar constitui um importante e prático roteiro (apesar de, por vezes, pecar pela propensão especulativa do autor) de introdução a uma das mais importantes descobertas arqueológicas alguma vez feitas em Portugal.

[1] Zilhão, J.; Trinkaus, E. 2002. Portrait of the Artist as a Child: The Gravettian Human Skeleton from the Abrigo do Lagar Velho and its Archaeological Context. Lisboa, Instituto Português de Arqueologia, p. 9.
[2] No entanto, e apesar das dificuldades metodológicas da categorização sexual em esqueletos juvenis, esta criança é amplamente conhecida como o "menino do Lapedo". Esta designação será utilizada mais vezes, neste texto.
[3] Duarte, C.; Maurício, J.; Pettitt, P.; Souto, P.; Trinkaus, E.; van der Plitch, H.; Zilhão, J. 1999. The early Upper Paleolithic human skeleton from the Abrigo do Lagar Velho (Portugal) and modern human emergence in Iberia. Proceedings of the National Academy of Sciences USA 96: 7604-9.
[4] Cunha, E. 2001. Origem do Homem Moderno. Programa, Conteúdo e Métodos de Ensino Teórico-Prático. Coimbra, Relatório apresentado no âmbito das Provas de Agregação.
[5] Aguiar, J. 2006. Lapedo: Uma Criança no Vale. Porto, ASA, p. 21.
[6] Borges, J. 1998. Ficções. Lisboa, Teorema, p. 123
[7] Ribeiro, Aquilino. 1957. A casa grande de Romarigães. Lisboa, Círculo de Leitores, p. 9
[8] Aguiar, J. 2006. Lapedo: Uma Criança no Vale. Porto, ASA, p. 39.
[9] Aguiar, J. 2006. Lapedo: Uma Criança no Vale. Porto, ASA, p. 59.
[10] Aguiar, J. 2006. Lapedo: Uma Criança no Vale. Porto, ASA, p. 174.
[11] Aguiar, J. 2006. Lapedo: Uma Criança no Vale. Porto, ASA, p. 175.

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24.9.08

Os restos que a vida deixa nas suas margens

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19.8.08

Levemente irritado


São coisas que me irritam, que me corroem os dias até ao tutano. A hipocrisia, o paternalismo, o pedantismo. É possível que a Antropologia não seja uma área com tantas possibilidades de emprego como a Farmácia, a Medicina, a Economia ou a Engenharia Civil mas pressupõe um caminho de trabalho digno e, para quem se dedica a ela com intensidade, compensador. Eu sei que é difícil acreditar mas a Antropologia oferece (mesmo) momentos de realização maior a quem decide enveredar por trilhos tão esburacados. Por isso, quando falarem comigo, não apelem aos vossos sentimentos mais paternalistas (e involuntariamente pedantes) e abstenham-se de dizer: coitadinho, que estuda antropologia e investiga umas merdas assim muita giras mas que não interessam nada a ninguém... Sou investigador num centro científico de excelência, dou aulas numa instituição universitária pública, escrevo num jornal. Não sou, de todo, um coitadinho. E é só isto.

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5.8.08

Esperança no porvir

Na Byblos, o Kamasutra encontrava-se na secção de «Antropologia». Entretanto, foi mudado para a prateleira dos «Livros Práticos». Burrice. Toda a gente sabe que 99% das coisas que por lá* se fazem são tudo menos «práticas».
*Pelo Kamasutra, entenda-se.

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2.6.08

Cátedra «Marc Armand Ruffer»


O Grupo de Estudos em Evolução Humana (GEEvH), em parceria com o Centro de Investigação em Antropologia e Saúde (CIAS) e o Departamento de Antropologia da Universidade de Coimbra, convidam todos os interessados a participar nas I Jornadas Portuguesas de Paleopatologia.

Este evento, que se pretende interdisciplinar, visa contribuir para o conhecimento dos últimos avanços na pesquisa paleopatológica em Portugal, lançando luz sobre a história da Paleopatologia, enquanto "ciência tributária" da Antropologia Biológica, e reforçando o seu papel inquestionável na reconstrução das populações do passado.

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10.12.07

Revolta na Bounty

Amanhã iremos a algum sítio especial e, enquanto comemos qualquer coisa, havemos de trocar os livros e os abraços e os elogios e até as mockeries do costume. Será tudo como dantes. Isto dito, telefona lá ao senhor Telheiro e marca mesa para quatro.

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