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6.5.11

Passeio Público

(Um homem a sério)
De todas as questões humanas, a única que se encontra resolvida desde o início é a inevitabilidade da morte. Sempre que notificava os amigos acerca do seu estado de saúde, Marcel Proust não perdia a oportunidade de declarar que estava perto de morrer. Fê-lo durante os últimos dezasseis anos da sua vida até que, no dia 18 de Novembro de 1922, o autor de “Em busca do tempo perdido” morreu mesmo. Como assegurou outro escritor, o poeta Ruy Belo, a morte é a única saída.

Ainda assim, custa-nos quando alguém morre. Sobretudo, quando a pessoa que morre simboliza um venábulo de esperança, um trilho de rectidão e generosidade. António Luzio Vaz (1941-2011) era uma dessas pessoas. Talvez alguns se recordem apenas do ilustre Orfeonista ou do notável advogado mas Luzio Vaz deverá ser comemorado, sobretudo, pela sua dedicação às causas, às solicitações e aos desassossegos dos estudantes na Academia de Coimbra, ele que foi administrador dos Serviços de Acção Social da Universidade de Coimbra durante trinta anos. Luzio Vaz começou por trabalhar como tradutor na gare parisiense de Austerlitz; mais tarde foi operário e distribuidor de batatas na Alemanha. Encontrou engulhos e dificuldades que, sem dúvida, lhe moldaram o carácter, encaminhando-o no sentido de suavizar e aligeirar as aflições dos outros.

Poucas vezes um só homem ofereceu tanto: provedor dos necessitados, solidário e conciliador, António Luzio Vaz concebeu e produziu uma obra de inestimável honorabilidade e grande humanismo. A sua biografia não só não desmerece a história de grandeza da Universidade como lhe acrescenta uma dignidade poucas vezes vista. Luzio Vaz foi um homem sério e muito mais do que isso: foi um homem a sério.

(29/04 no Jornal de Notícias)

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