<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d5676375\x26blogName\x3dD%C3%A6dalus\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dBLUE\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttps://daedalus-pt.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_PT\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://daedalus-pt.blogspot.com/\x26vt\x3d5394592317983731484', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>

20.4.11

Campo pequeno

«There's nothing like a little violence to tone up the system.
(J.G. Ballard, Super Cannes, p. 171).

Etiquetas: , ,

11.1.11

Huck Finn

As manhãs ainda são demasiado frias - e o preço do gasóleo nunca é revisto em baixa - mas essas minudências são facilmente ultrapassáveis por períodos prolongados na coberta de casal. O que verdadeiramente me preocupa são os livros que já li, os que ainda hei-de ler, e mesmo aqueles que nunca farão parte do meu pessoalissimo cânone. Preocupa-me a censura dos mullahs aos livros de Paulo Coelho. Eu também os censuro - e de forma veemente - mas partindo de um censor estético privado e não de recomendações ou proibições emanadas por consciências omniscientes supra-individuais. No Ocidente libertado a censura é mais indigna: mutilam-se as palavras de autores mortos, reescrevem-se os seus parágrafos em norma puritana, como se algumas expressões fossem pénis minúsculos de estátuas imperiais. O mundo de Twain, Camões ou Kipling deixou há muito de existir: porquê trocar as suas palavras politicamente incorrectas por merdices anódinas se podemos queimar os seus livros? O crime merece o lume, a luz niveladora dos iluminados.

"Parece que los gitanos y gitanas solamente nacieron en el mundo para ser ladrones: nacen de padres ladrones, críanse con ladrones, estudian para ladrones y, finalmente, salen con ser ladrones corrientes y molientes a todo ruedo, y la gana del hurtar y el hurtar son en ellos como acidentes inseparables, que no se quitan sino con la muerte."
(Cervantes, La gitanilla)

Etiquetas: ,

30.8.10

Hey ó #2

"Good gracious, Roderick," he said, "did you have a fall?"
"Fall, my foot," said Spode, "I was socked by a curate."
"Good heavens! What curate?"
"There's only one in these parts, isn't there?"
{P.G. Wodehouse, Stiff upper lip, Jeeves, p. 156}

Etiquetas: , ,

20.8.10

Hey ó

Rendi-me aos originais, a preço de saldo na FNAC: «Aunts aren't gentleman», «Stiff upper lip, Jeeves» e «Right Ho, Jeeves». Os livros da Cotovia que me perdoem (sou um bom rapaz, católico, respeitador dos mais velhos e quase sempre sóbrio) mas não pude esperar mais. As promessas com tendência para se eternizarem na badana de outros livros não me picam mais o coração. De qualquer forma, Wodehouse, em portugês, só por intermédio do Ernesto Carvalho («O código dos Wooster»). A tradução de Alexandre Soares Silva («Época de acasalamento») é tão chata que quase destrói uma história genial - como todas as do escritor inglês. Fiquem sabendo.

Etiquetas: , ,

13.8.10

Ruy Duarte de Carvalho (1941-2010)


{Nicolas Poussin, 1638-9, Et in Arcadia Ego, Musée du Louvre, Paris}
Poussin talvez julgasse que os pastores cultivam a similitude entre si. Numa imaginação arcádica ou no Namibe parecem os mesmos (irredutíveis, impermanentes, mal-afamados), com os mesmos passos e desencontros, a mesma união centrípeta em redor dos pastos. A sociedade que se estabelece entre os homens e os animais prefigura uma ilusão de harmonia (uma espécie de amanhecer em stacatto) mas, na verdade, é uma desilusão de morte, uma vereda de sacrifício - digna de perdão porque é uma ficção etnográfica (e não uma tourada catalã).
Já não há pastores (o Pato não é um pastor, mas um mero guardador de ovelhas e, se a ocasião lhe é propícia, um seu amante devotado) nem quem os visite.

Etiquetas: , , ,

30.7.10

Freeport, Casa Pia & outros monstros do tempo


É natural que os casos mais depressivos do Direito aconteçam sempre duas vezes, uma na literatura e outra em Portugal. «Bleak House» foi escrito pelo demigod Dickens há quase 160 anos e o torpor negro que perpassa o livro (que deveria ser de leittura obrigatória em qualquer curso de Direito) vem-se repetindo nos tribunais portugueses ao longos dos últimos anos, sem sobressaltos ou enfados - como se normais fossem a dilação e a incompetência.

Etiquetas: , ,

28.4.10

Interista

Quando um homem cai morto num duelo, isso não demonstra que as suas ideias eram erradas. O facto de ele se ter envolvido numa tal prova apenas atesta uma nova e mais vasta perspectiva. A vontade dos duelistas de renunciar a quaisquer novas discussões, reconhecendo o carácter trivial de todo e qualquer debate, e de apelar directamente às instâncias do absoluto histórico indica claramente a pouca importância de que se revestem as opiniões e a grande importância das divergências em torno dessas mesmas opiniões.
{Cormac McCarthy, Meridiano de sangue, p. 208}

Etiquetas: , ,

21.4.10

Um dos mais belos e emocionantes versos jamais escritos

«Never, never, never, never, never»
{William Shakespeare, King Lear, pág. 345}

Etiquetas: ,

12.4.10

E um protector solar também dá jeito #treze


(Praia do Beliche, Sagres)
(1) (2) (3)(4)(5)(6)(7)(8)(9)(10)(11)(12)

Etiquetas: ,

27.2.10

Luiz Fontaine da Souza (1900-1977)

Autor de una temprana Refutacíon de Voltaire (1921) que le valió elogios en círculos literarios católicos del Brasil y la admiración del mundo universitario dada la vastedad de la obra, 640 páginas, el aparato crítico y bibliográfico y la manifesta juventud del autor. En 1925, como para confirmar las expectativas creadas por su primer libro, aparece la Refutacíon de Diderot (530 páginas) y dos años despues la Refutacíon de D'Alembert (590 páginas), obras que lo colocan a la cabeza de los filósofos católicos del país. En 1930 se publica la Refutacíon de Montesquieu (620 páginas) y en 1932, Refutacíon de Rousseau (605 páginas).
En 1935 pasa cuatro meses internado en una clínica para enfermos mentales de Petrópolis.
(Roberto Bolaño, La Literatura Nazi en las Américas, pág. 59)

Etiquetas: , ,

7.1.10

Os livros de 2009

Em 2009 li menos poesia e apesar disso casei-me.
BD/Graphic Novel
Andy Digle; Jock. Green Arrow: Year One (8.5)
Andy Digle; L. Manco; D. Zezelj. Hellblazer: The Laughing Magician (9.0)
Andy Digle; Leonardo Manco. Hellblazer: Roots of Coincidence (8.5)
Andy Riley. The Return of the Bunny Suicides (6.0)
Ari Folman; David Polonsky. Waltz with Bashir: a Lebanon War Story (7.5)
Brian K. Vaughn; Pia Guerra; José Marzán Jr. Y The Last Man: Girl on Girl (7.0)
Brian K. Vaughn; Pia Guerra; José Marzán Jr. Y The Last Man: Paper Dolls (6.5)
Brian K. Vaughn; Guerra; Marzán Jr. Y The Last Man: Kimono Dragons (7.0)
Brian K. Vaughn; Pia Guerra; José Marzán Jr. Y The Last Man: Motherland (8.0)
Brian K. Vaughn; Guerra; Marzán Jr. Y The Last Man: Whys and Wherefores (8.0)
Jason. Pocket Full of Rain & Other Stories (8.5)
Jodorowsky & Manara. Borgia: du Sang pour le Pape (9.0)
Juan Díaz Canales; Juanjo Garnido. Algures Entre as Sombras (9.0)
Juan Díaz Canales; Juanjo Garnido. Arctic Nation (8.5)
Mark Millar; J.G. Jones. Wanted (9.0)
Mat Johnson; Tony Akins; Dan Green. Hellblazer: Papa Midnite (7.0)
Robert Kirkman; Tony Moore. The Walking Dead: Days Gone By (7.0)
Simon Oliver; Tony Moore. The Exterminators: Bug Brothers (7.0)
Simon Oliver; Tony Moore. The Exterminators: Insurgency (7.0)
Simon Oliver; Tony Moore. The Exterminators: Flags of our Fathers (6.0)
Van Hamme. Rani: Bâtarde (8.0)

Conto/Novela/Romance
Alessandro Manzoni. Os Noivos (8.0)
Agustina Bessa-Luís. Fanny Owen (8.5)
Aquilino Ribeiro. Casa do Escorpião (8.0)
Antón Tchékhov. Contos (7.5)
Camilo Castelo Branco. Impressão Indelével (7.0)
Carlos de Oliveira. Uma Abelha na Chuva (9.0)
David Lodge. Duras Verdades (6.5)
Evelyn Waugh. Brideshead Revisited (8.5)
Francisco José Viegas. Morte no Estádio (7.0)
Francisco José Viegas. O Mar em Casablanca (8.0)
GK Chesterton. A Argúcia do Padre Brown (7.5)
Gustave Flaubert. A Educação Sentimental (10.0)
Jorge Luís Borges; Margarita Guerrero. O Livro dos Seres Imaginários (7.0)
José Eduardo Agualusa. As Mulheres do Meu Pai (8.0)
José Eduardo Agualusa. Barroco Tropical (8.0)
J.G. Ballard. Aparelho Voador a Baixa Altitude (7.5)
J.G. Ballard. The Atrocity Exhibition (9.5)
J.K. Rowling. Harry Potter e os Talismãs da Morte (6.5)
Jorge de Sena. O Físico Prodigioso (8.0)
José Saramago. Caim (7.0)
José Vilhena. O Diabo e a Carne (7.0)
Júlio Dinis. Novelas do Minho (7.0)
Luandino Vieira. O Livro dos Guerrilheiros (7.5)
Machado de Assis. Memórias Póstumas de Brás Cubas (9.0)
Manuel Halpern. Fora de Mim (7.0)
Maria Gabriela Llansol. Os Pregos na Erva (7.5)
Max Aub. Crimes Exemplares (7.0)
Philip Roth. Deception (8.0)
PG Wodehouse. Época de Acasalamento (8.5)
Robert Musil. A Portuguesa e Outras Histórias (8.0)
Robert Musil. O Homem sem Qualidades I (10.0)
Roberto Bolaño. Nocturno Chileno (8.0)
Roberto Bolaño. 2666 (9.5)
Sándor Márai. A Herança de Eszter (7.0)
Thomas Pynchon. V (9.0)
Tony Bellotto. Um Caso com o Demónio (5.5)
valter hugo mãe. O Apocalipse dos Trabalhadores (7.0)

Poesia/Teatro/Biografia
Amadeu Baptista. Os Selos da Lituânia (8.5)
Bénedict Houart. Aluímento (8.0)
Herberto Hélder. A Faca não Corta o Fogo (8.0)
J.G. Ballard. Miracles of Life (9.0)
Konstandinos Kavafis. Poemas (9.5)
Luigi Pirandello. Seis Personagens à Procura de Autor (8.0)
Luigi Pirandello. Para cada um sua Verdade (8.0)
Molière. Casado à Força (7.0)
Pedro Mexia. Nada de Dois (8.0)
Ruy Belo. O Problema da Habitação (9.0)
Samuel Beckett. À Espera de Godot (9.5)

(as listas de 2007 e 2008)

Etiquetas: ,

7.12.09

Clarisse, a bela

De manhã cedo era sempre a mesma coisa renovada: acordar. O que era vagaroso, desdobrado, vasto. Vastamente ela abria os olhos. Tinha quinze anos e não era bonita.
(Clarisse Lispector, Laços de família, pág.75)

Etiquetas: , ,

18.11.09

Culpa o Crick, o Watson e (há que fazer-lhe justiça) a Rosalind Franklin*


(Nada de Dois, de Pedro Mexia, chega às livrarias dia 20 e será lançado dia 19, amanhã, às 19h, no Teatro Aberto, em Lisboa.)
*VASCO Isso é um bocado básico, não é, «o que é que tu queres ouvir»? Quero a minha campainha, o meu torrão de açúcar, a mão na crina e
[pausa]
não tenho mais metáforas animais, embora ajudasse ser um bocadinho mais animal.
JOANA Estás a dizer que eu gosto de animais?
VASCO São os genes, minha querida. Vai-te queixar ao Mendel.

Etiquetas: , ,

24.10.09

Aurélio Pereira*


Depois de Bolaño e do autor javista, a indigentzia que pulula pela bloga descobre mais dois jovens, e obscuros, escritores: Charles Dickens e Denis Diderot.

*TM

Etiquetas:

22.10.09

2666

Os mesmos que, na semana passada, liam o 2666, hão-de ler, a partir de agora, a Bíblia. Bem-aventurados aqueles que não têm tempo para a fornicação.

Etiquetas:

Balneários masculinos

Pappy grinned: reached out and patted Clyde's beer belly. «Easy there, mother Clyde», he said. «Old Hod is doing all right.»
I'm just trying to be helpful, Clyde thought. But: «Yes,» he agreed, «I am pregnant with a baby elefant. You want to see its trunk?»
Pappy guffawed and they roistered away down the hill. There is nothig like old jokes. It's a kind of stability about them: familiar ground.
(Thomas Pynchon, V, pág. 430)

Etiquetas: , ,

8.10.09

Nobel da Literatura

Herta? Só conheço o de Berlim.

Etiquetas:

7.10.09

Isaltino de Jesus


O lançamento de «O mar em Casablanca», de Francisco José Viegas, é hoje, às 22h00, na Cantina (Lx Factory, em Lisboa). O realizador António-Pedro Vasconcelos apresenta o livro. O Sr. inspector Jaime Ramos andará por ali, mas quem eu gostava mesmo de encontrar era o Isaltino.

Etiquetas: , ,

21.9.09

Saber quem tem ideias

Qualquer conhecedor da vida sabe que é muito estreita aquela faixa verdadeiramente fecunda entre a liberdade de pensamento arrojada e a fuga temerosa ao pensamento.
(Robert Musil, O homem sem qualidades, pág. 505)

Etiquetas: , ,

17.9.09

E um protector solar também dá jeito #doze


(Plage de Lespicier, França)
(1) (2) (3)(4)(5)(6)(7)(8)(9)(10)(11)

Etiquetas: ,