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2.6.10

Mapa de afectos


Superação & cumprimento.

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25.4.10

Sempre

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30.9.08

Acesso ao casamento civil

1ª Flash Mob pelo acesso ao casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, quinta, dia 2, em frente à Brasileira, às 19h30. Leva folha branca e caneta para escreveres "Acesso ao Casamento Civil". Deves dispersar no minuto seguinte!
2ª Flash Mob pelo acesso ao casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, quarta, dia 8, na praça do Rossio, às 19h30. Leva folha branca e caneta para escreveres "Acesso ao Casamento Civil". Deves dispersar no minuto seguinte!
(Mais informações aqui)

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8.8.08

Acho que é hoje


Não vou «acompanhar as peripécias» dos Jogos Olímpicos de «Beijing» com a ânsia de outros tempos (Barcelona é que foi, com o «Dream Team» e a Henrietta Ónodi). Não gosto do governo chinês e estes «Jogos» assemelham-se muito aos de 1936 em Berlim. Mais importante: gosto cada vez mais de futebol e cada vez menos de todos os outros desportos olímpicos. Vou ver pouca coisa - talvez o Ronaldinho, o Phelps e a Naide. Chega bem. No dia 16 começa o desporto a sério.

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4.8.08

No arquipélago da morte

(Alexandre Soljenitsyne 1919-2008)

(A foice derrotou-o ontem)

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3.7.08

Ingrid

Suddenly I saw the commander who, during four years, had been at the head of our team, who so many times was so cruel and humiliated me, and I saw him on the floor naked with bound eyes.
(Ingrid Betancourt)

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25.4.08

Factos

24 de Abril de 1974
Taxa de mortalidade infantil: 37,4 por mil
Taxa de analfabetismo: 33,7%
Lares sem electricidade: 36,2%

25 de Abril de 2008
Taxa de mortalidade infantil: 3,3 por mil
Taxa de analfabetismo: 6,2%
Lares sem electricidade: 0,3%

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15.4.08

Abaixo de cão

O affair PSD/Fernanda Câncio toma proporções dantescas. Parece que o problema está no facto da jornalista ter e emitir opiniões. E que estas são, por vezes, favoráveis ao PS. Chamem a polícia: um jornalista tem opinião! Depois da baixaria que foi a infeliz alusão ao suposto relacionamento de Câncio com o primeiro-ministro José Sócrates, os dirigentes do PSD resolvem embirrar com a senhora porque esta tem ideias diferentes das suas. Porque não segue, a la lettre, o programa do Partido Social Democrata. Fernanda Câncio não devia escrever programas para a RTP2, Fernanda Câncio devia ser enviada imediatamente para Dachau.

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17.3.08

Esta democracia de papel

Daniel Oliveira, no Expresso, chamou «palhaço» a Alberto João Jardim*. O jornalista foi condenado a pagar dois mil euros a Jardim por difamação. O presidente do Governo Regional da Madeira não se coíbe de dizer o que pensa dos jornalistas do continente: são uns «bastardos». Edite Estrela é uma «delinquente» e José Sócrates uma «barata mentirosa». Eu podia continuar mas acho que vocês já perceberam. Alberto João Jardim nunca foi julgado por difamação, a imunidade que o cargo lhe confere é deliciosa, conveniente. Eu acho que é obscena. Enfim, quando alguém que passa a vida a insultar os outros acaba por ganhar um processo de difamação em tribunal cai a máscara da decência à democracia mexicana, de plástico, que os «pais da liberdade» nos legaram.
*Se eu tivesse dois mil euros para malbaratar, escrevia aqui que o epíteto dispensado a Jardim lhe assenta na perfeição. Como não tenho, não escrevo nada.

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19.6.07

Sir Salman Rushdie

25.4.07

Somos livres: tradição

O afago meigo do vento na minha face atrida reclama as memórias delidas de uma noite distante. Éramos jovens com asas de anjo vingador, guerreiros indómitos com o buço a despontar e a G3 cingida ao corpo, amante engatilhada para o encontro com a morte. Naquele dia vinte e cinco de Abril de mil novecentos e setenta e quatro, ainda o estertor da noite vinha longínquo, já os vultos camuflados adejavam, silentes, na mata de Cantanhez, esperando conformados a punitiva resposta ao desafio lançado quando entráramos na espessura vegetal.
Foi nesse dia que perdi a audição. De qualquer forma eu já estava habituado ao silêncio. O silvo de uma bala, o último som que terei escutado, talvez a mesma que tocou o Gomes entre os olhos e o norteou para o reverso da vida. Não teria sido diferente se a derradeira audição tivesse sido consagrada a Wagner ou a Chopin, hoje não te poderia ouvir a ti e é isso que lastimo. Quando o furriel Gomes capitulou, a face alva de alentejano [ou minhoto] surpreendida pela bala da “costureirinha”, o seu corpo baqueou mesmo a meu lado. Abracei-me a ele e sussurrei-lhe, desesperançado, sem me ouvir, que ia ficar bem. E lembrei-me do dia em que vim para a Guiné, da minha mãe a rezar em frente de uma fotografia minha vestido de militar. Queria estar junto dela [será preciso dizê-lo?], olhar a sua face empergaminhada, tocar-lhe as mãos quentes. Não estar ali.O sangue quente gotejava nas minhas mãos assassinas, aquele vermelho vívido como um cravo no cano de uma G3, o olhar relapso nos olhos exauridos do Gomes. Percebi que aprendêramos a matar sem que soubéssemos porquê. O guerrilheiro pelo menos sabia porque matava, eu não. Ainda não sei.
Ao longe pressenti o limbo pardacento da tabanca. Deixei o frio subjugar o corpo em jeito de redenção. Olhei à volta, os homens abraçavam-se porque iam voltar para casa. Vivos, que o Gomes voltava entre quatro tábuas de pinho. Alguém escrevinhou num papel gorduroso que os capitães tinham derrubado o governo, o lobo fora caçado. Antes de adormecer, uma lágrima solitária misturou-se com a poeira e o sangue na minha face. Somos livres, a última coisa que ouvi, gritada em uníssono por centenas de vozes. Bem sei que não mas permite-me que esqueça o que te contei antes.

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24.4.07

What if?