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25.4.10

Sempre

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25.4.08

Factos

24 de Abril de 1974
Taxa de mortalidade infantil: 37,4 por mil
Taxa de analfabetismo: 33,7%
Lares sem electricidade: 36,2%

25 de Abril de 2008
Taxa de mortalidade infantil: 3,3 por mil
Taxa de analfabetismo: 6,2%
Lares sem electricidade: 0,3%

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25.4.07

Somos livres: tradição

O afago meigo do vento na minha face atrida reclama as memórias delidas de uma noite distante. Éramos jovens com asas de anjo vingador, guerreiros indómitos com o buço a despontar e a G3 cingida ao corpo, amante engatilhada para o encontro com a morte. Naquele dia vinte e cinco de Abril de mil novecentos e setenta e quatro, ainda o estertor da noite vinha longínquo, já os vultos camuflados adejavam, silentes, na mata de Cantanhez, esperando conformados a punitiva resposta ao desafio lançado quando entráramos na espessura vegetal.
Foi nesse dia que perdi a audição. De qualquer forma eu já estava habituado ao silêncio. O silvo de uma bala, o último som que terei escutado, talvez a mesma que tocou o Gomes entre os olhos e o norteou para o reverso da vida. Não teria sido diferente se a derradeira audição tivesse sido consagrada a Wagner ou a Chopin, hoje não te poderia ouvir a ti e é isso que lastimo. Quando o furriel Gomes capitulou, a face alva de alentejano [ou minhoto] surpreendida pela bala da “costureirinha”, o seu corpo baqueou mesmo a meu lado. Abracei-me a ele e sussurrei-lhe, desesperançado, sem me ouvir, que ia ficar bem. E lembrei-me do dia em que vim para a Guiné, da minha mãe a rezar em frente de uma fotografia minha vestido de militar. Queria estar junto dela [será preciso dizê-lo?], olhar a sua face empergaminhada, tocar-lhe as mãos quentes. Não estar ali.O sangue quente gotejava nas minhas mãos assassinas, aquele vermelho vívido como um cravo no cano de uma G3, o olhar relapso nos olhos exauridos do Gomes. Percebi que aprendêramos a matar sem que soubéssemos porquê. O guerrilheiro pelo menos sabia porque matava, eu não. Ainda não sei.
Ao longe pressenti o limbo pardacento da tabanca. Deixei o frio subjugar o corpo em jeito de redenção. Olhei à volta, os homens abraçavam-se porque iam voltar para casa. Vivos, que o Gomes voltava entre quatro tábuas de pinho. Alguém escrevinhou num papel gorduroso que os capitães tinham derrubado o governo, o lobo fora caçado. Antes de adormecer, uma lágrima solitária misturou-se com a poeira e o sangue na minha face. Somos livres, a última coisa que ouvi, gritada em uníssono por centenas de vozes. Bem sei que não mas permite-me que esqueça o que te contei antes.

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24.4.07

What if?

28.4.06

Humor pós-25 de Abril [com laivos de mau gosto, but who cares?]

Porque é que o Salazar andava sempre com a mão metida na algibeira?
Para manter a dita dura.

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25.4.05

Somos livres – Excertos de uma carta de amor [em iteração]

O afago meigo do vento na minha face atrida reclama as memórias delidas de uma noite distante. Éramos jovens com asas de anjo vingador, guerreiros indómitos com o buço a despontar e a G3 cingida ao corpo, amante engatilhada para o encontro com a morte. Naquele dia vinte e cinco de Abril de mil novecentos e setenta e quatro, ainda o estertor da noite vinha longínquo, já os vultos camuflados adejavam, silentes, na mata de Cantanhez, esperando conformados a punitiva resposta ao desafio lançado quando entráramos na espessura vegetal.

Foi nesse dia que perdi a audição. De qualquer forma eu já estava habituado ao silêncio. O silvo de uma bala, o último som que terei escutado, talvez a mesma que tocou o Gomes entre os olhos e o norteou para o reverso da vida. Não teria sido diferente se a derradeira audição tivesse sido consagrada a Wagner ou a Chopin, hoje não te poderia ouvir a ti e isso é que lastimo. Quando o furriel Gomes capitulou, a face alva de alentejano ou minhoto surpreendida pela bala da “costureirinha”, o seu corpo baqueou mesmo a meu lado. Abracei-me a ele e sussurrei-lhe, desesperançado, sem me ouvir, que ia ficar bem. E lembrei-me do dia em que vim para a Guiné, da minha mãe a rezar em frente de uma fotografia minha vestido de militar. Queria estar junto dela (será preciso dizê-lo?), olhar a sua face empergaminhada, tocar-lhe as mãos quentes. Não estar ali.

O sangue quente gotejava nas minhas mãos assassinas, aquele vermelho vívido como um cravo no cano de uma G3, o olhar relapso nos olhos exauridos do Gomes. Percebi que aprendêramos a matar sem que soubéssemos porquê. O guerrilheiro pelo menos sabia porque matava, eu não. Ainda não sei.

Ao longe pressenti o limbo pardacento da tabanca. Deixei o frio subjugar o corpo em jeito de redenção. Olhei à volta, os homens abraçavam-se porque iam voltar para casa. Vivos, que o Gomes voltava encerrado entre tábuas de pinho. Alguém escrevinhou num papel gorduroso que os capitães tinham derrubado o governo, o lobo fora caçado. Antes de adormecer, uma lágrima solitária misturou-se com a poeira e o sangue em conúbio na minha face. Somos livres, a última coisa que ouvi, dita em uníssono por centenas de vozes. Bem sei que não mas permite-me que esqueça o que te contei antes.

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25.4.04

Somos livres – Excertos de uma carta de amor [em iteração]

O afago meigo do vento na minha face atrida reclama as memórias delidas de uma noite distante. Éramos jovens com asas de anjo vingador, guerreiros indómitos com o buço a despontar e a G3 cingida ao corpo, amante engatilhada para o encontro com a morte. Naquele dia vinte e cinco de Abril de mil novecentos e setenta e quatro, ainda o estertor da noite vinha longínquo, já os vultos camuflados adejavam, silentes, na mata de Cantanhez, esperando conformados a punitiva resposta ao desafio lançado quando entráramos na espessura vegetal.

Foi nesse dia que perdi a audição. De qualquer forma eu já estava habituado ao silêncio. O silvo de uma bala, o último som que terei escutado, talvez a mesma que tocou o Gomes entre os olhos e o norteou para o reverso da vida. Não teria sido diferente se a derradeira audição tivesse sido consagrada a Wagner ou a Chopin, hoje não te poderia ouvir a ti e isso é que lastimo. Quando o furriel Gomes capitulou, a face alva de alentejano ou minhoto surpreendida pela bala da “costureirinha”, o seu corpo baqueou mesmo a meu lado. Abracei-me a ele e sussurrei-lhe, desesperançado, sem me ouvir, que ia ficar bem. E lembrei-me do dia em que vim para a Guiné, da minha mãe a rezar em frente de uma fotografia minha vestido de militar. Queria estar junto dela (será preciso dizê-lo?), olhar a sua face empergaminhada, tocar-lhe as mãos quentes. Não estar ali.

O sangue quente gotejava nas minhas mãos assassinas, aquele vermelho vívido como um cravo no cano de uma G3, o olhar relapso nos olhos exauridos do Gomes. Percebi que aprendêramos a matar sem que soubéssemos porquê. O guerrilheiro pelo menos sabia porque matava, eu não. Ainda não sei.

Ao longe pressenti o limbo pardacento da tabanca. Deixei o frio subjugar o corpo em jeito de redenção. Olhei à volta, os homens abraçavam-se porque iam voltar para casa. Vivos, que o Gomes voltava encerrado entre tábuas de pinho. Alguém escrevinhou num papel gorduroso que os capitães tinham derrubado o governo, o lobo fora caçado. Antes de adormecer, uma lágrima solitária misturou-se com a poeira e o sangue em conúbio na minha face. Somos livres, a última coisa que ouvi, dita em uníssono por centenas de vozes. Bem sei que não mas permite-me que esqueça o que te contei antes.

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24.4.04

Trova do mês de Abril




Foram dias foram anos a esperar por um só dia.
Alegrias. Desenganos. Fpo o tempo que doía
com seus riscos e seus danos. Foi a noite e foi o dia
na esperança de um só dia.


Manuel Alegre

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22.4.04

_evolução (via Sa_a Cacao)

O _ato _oeu a _olha da ga__afa do _ei da _ússia.

Em A_bil, _evolução semp_e!

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21.4.04

25 de Abril de 1974

Versão 3 - Versão recolhida numa Universidade privada


O que aconteceu no 25 de Abril foi o início do regime autoritário salazarista. Mas quem subiu ao poder foi o presidente do então PSD, Álvaro Cunhal, que viria a falecer em circunstâncias misteriosas no acidente de Camarate.

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20.4.04

25 de Abril de 1974

Versão 2 - Versão recolhida em Instituto Superior público de Lisboa

Numa oral de História Social o prfessor pede ao aluno que disserte um pouco sobre a Revolução de Abril:
[Aluno]: - O 25 de Abril de 1674 foi uma data import...
[Professor] interrompendo bruscamente: - Desculpe, de 1674?!
[Aluno] pensativo: Pois, de facto... Em 1674 foi a implantação da República.

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19.4.04

25 de Abril 1974

Versão 1 - Versão recolhida em Universidade privada da capital, bem moderna...

A revolução de 74 significou a queda de um regime militar dominado pelo almirante Américo Tomás e pelo marechal Marcelo Caetano, que governava o país depois de deposto o último rei de Portugal, Oliveira Salazar. O 25 de Abril foi uma guerra entre dois marechais: o marechal Spínola e o marechal Caetano.


[no comments...]

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4.4.04

Salgueiro Maia