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30.7.10

Freeport, Casa Pia & outros monstros do tempo


É natural que os casos mais depressivos do Direito aconteçam sempre duas vezes, uma na literatura e outra em Portugal. «Bleak House» foi escrito pelo demigod Dickens há quase 160 anos e o torpor negro que perpassa o livro (que deveria ser de leittura obrigatória em qualquer curso de Direito) vem-se repetindo nos tribunais portugueses ao longos dos últimos anos, sem sobressaltos ou enfados - como se normais fossem a dilação e a incompetência.

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27.7.10

Passeio Público

{O Metro: outra vez}
Perdi há muito a inocência – infelizmente. Agora sei, por exemplo, que a maior parte dos fenómenos humanos radica de um reticulado múltiplo de causas, e não fermenta no caldo ordenado e bem definido da “causa única”. Por isso, não alcanço a inquietação justiceira de quem pretende imputar ao Governo do Partido Socialista todas as responsabilidades inerentes à actual situação do Metro Mondego.

Um texto recente de Adriano Lucas, director do Diário de Coimbra, é disto exemplo, abraçando por vezes o populismo fácil da oposição mais trauliteira, através de expressões como “acto perfeitamente irresponsável do Governo” ou “nova agressão de José Sócrates”. Esta última frase é extremamente curiosa, porque supõe a existência prévia de outras “agressões” a Coimbra perpetradas pelo primeiro-ministro (nomeadamente a co-incineração em Souselas).

A verdade é que o texto de Adriano Lucas salienta outras circunstâncias interessantes, e justas. Por exemplo: os avultados investimentos que anteriormente se destinaram ao Metro Mondego. Por si só, um fundamento basilar para não deixar esmorecer a obra (também penso assim).
Como é lógico supor, um investimento tão corpulento implica (em teoria) obra consumada – algo que, por muito que me esforce, não consigo discernir. Ao longo dos anos, o Metro Mondego tem vagueado impunemente pelo limbo dos projectos, dos traçados das linhas, das demolições – mas de resto, e em concreto, pouco subsiste deste afã.

A situação deplorável a que chegou o Metro Mondego – a possibilidade real de suspensão permanente das obras – é certamente culpa do Governo, mas não só. As petições e os textos de revolta contra esta circunstância inaceitável para a cidade de Coimbra esquecem os anos de sobranceria e de falta de vontade para resolver os problemas por parte da autarquia conimbricense, entre outros. No final, Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã não podem ficar sem este projecto estruturante. A farsa do Metro prolonga-se há demasiado tempo, e a culpa é de todos nós.
{Sábado, 24/07, no Jornal de Notícias}

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7.7.10

O «cabelo à sardão» é potencialmente emancipatório

4.7.10

La lengua es Roja



A Larissa nunca me convenceu.

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3.7.10

Passeio Público

{Reestruturação dos saberes}
Portugal já abandonou a África do Sul e o campeonato do mundo de futebol. O ketchup de Ronaldo durou pouco (era expectável), a vulgaridade táctica da equipa de Queiroz não convenceu ninguém (a começar por Deco) e os nossos vizinhos carimbaram irreversivelmente o passaporte de um grupo que, afinal, era feito de vedetas de papel (Eduardo e Fábio Coentrão foram as agradáveis excepções/surpresas).

Felizmente, não houve tempo para a depressão se instalar: duas equipas da Universidade de Coimbra (UC) foram campeãs do mundo em robótica, nas categorias de Dança e Busca & Salvamento. Parece um feito pouco extraordinário, se comparado com uma possível vitória na África do Sul, mas mostra que somos bons nalguma coisa – muito bons – e saber isso é importante, especialmente durante o período crítico que o país atravessa.

A investigação que se faz na UC, e noutras universidades portuguesas, garante-nos um nível mínimo de sanidade e orgulho. É, portanto, num contexto favorável que se discute a “reestruturação dos saberes” na mais antiga universidade do país. O processo poderá ter implicações tremendas sobre a estrutura orgânica da instituição, a começar pela eliminação de algumas faculdades (a de Economia, por exemplo), o desaparecimento de uma série de cursos e a migração de outros para unidades novas ou reconvertidas.

Uma instituição académica tão venerável só pode projectar-se decisivamente no futuro se souber adaptar-se – e é óbvio que a UC se adapta bem às mudanças dos tempos, senão já tinha definhado e desaparecido –, se não tiver receio de fazer uma auto-crítica consciente e reiterada. A reestruturação dos saberes da universidade poderá estabelecer um novo paradigma de sucesso e aclimatação, e deve fazê-lo através da crítica construtiva do passado e num contexto de respeito democrático pelas opiniões das mulheres e homens que nela estudam e trabalham.
{Ontem, 02/07, no Jornal de Notícias}

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