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3.7.10

Passeio Público

{Reestruturação dos saberes}
Portugal já abandonou a África do Sul e o campeonato do mundo de futebol. O ketchup de Ronaldo durou pouco (era expectável), a vulgaridade táctica da equipa de Queiroz não convenceu ninguém (a começar por Deco) e os nossos vizinhos carimbaram irreversivelmente o passaporte de um grupo que, afinal, era feito de vedetas de papel (Eduardo e Fábio Coentrão foram as agradáveis excepções/surpresas).

Felizmente, não houve tempo para a depressão se instalar: duas equipas da Universidade de Coimbra (UC) foram campeãs do mundo em robótica, nas categorias de Dança e Busca & Salvamento. Parece um feito pouco extraordinário, se comparado com uma possível vitória na África do Sul, mas mostra que somos bons nalguma coisa – muito bons – e saber isso é importante, especialmente durante o período crítico que o país atravessa.

A investigação que se faz na UC, e noutras universidades portuguesas, garante-nos um nível mínimo de sanidade e orgulho. É, portanto, num contexto favorável que se discute a “reestruturação dos saberes” na mais antiga universidade do país. O processo poderá ter implicações tremendas sobre a estrutura orgânica da instituição, a começar pela eliminação de algumas faculdades (a de Economia, por exemplo), o desaparecimento de uma série de cursos e a migração de outros para unidades novas ou reconvertidas.

Uma instituição académica tão venerável só pode projectar-se decisivamente no futuro se souber adaptar-se – e é óbvio que a UC se adapta bem às mudanças dos tempos, senão já tinha definhado e desaparecido –, se não tiver receio de fazer uma auto-crítica consciente e reiterada. A reestruturação dos saberes da universidade poderá estabelecer um novo paradigma de sucesso e aclimatação, e deve fazê-lo através da crítica construtiva do passado e num contexto de respeito democrático pelas opiniões das mulheres e homens que nela estudam e trabalham.
{Ontem, 02/07, no Jornal de Notícias}

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