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24.11.09

Pandemia da náusea

A verdade é esta: neste querido país é mais perigoso ter «namorado» do que apanhar a gripe A.

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7.11.09

The beginning

7.11.08

the beginning and after

a noite deu fruto, mesmo depois daquela festiva obscuridade. havias de te ter visto então, como eu te vi, unânime e assombrosa. magnífica. essas foram as palavras. sabemo-lo bem: as palavras pensadas daquela forma não podem ser retiradas. assim foi. assim é: magnífica. unânime e assombrosa. uma outra face de mim mesmo. um caminho inteiro, escolhido e inteiro, perfeito e inteiro. é com prazer que anuncio: hoje, uma única palavra tem direito a maiúsculas. Amor, a palavra Amor.

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The beginning


(You fly straight into my heart)

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16.5.08

100 anos de paixão: só eu sei porque não fico em casa #53

11.4.08

100 anos de paixão: só eu sei porque não fico em casa #52

É oficial: a partir de hoje podem dizer mal à vontade do Sporting que eu não ofereço porrada a ninguém (como era, infelizmente, habitual), nem sequer abro a boca a esboçar um protesto. Um clube que tem como presidente um «senhor» que afirma de forma displicente que é preferível o segundo lugar no campeonato português (e consequente acesso à Liga dos Campeões) a uma vitória na Taça UEFA não merece o amor de um rapaz tão sensível como eu. O pior é que continuo a amar este clube dado ao fracasso. Como se não houvesse amanhã. É um caso paradigmático de amor não correspondido*. Toca a todos.

*Au contraire...

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26.8.07

Manhãs de mar

Recordo as tranças do teu olhar e um beijo solto numa manhã de praia. O vento regrando a pele salgada, alguma areia metida nos calções. Sobretudo a areia imersa nos calções e um gesto de desespero para que te afastasses dela. Não quero mais saber, nem ver, nem cheirar, nem sentir. Quero morrer nos teus cinco sentidos, nos teus olhos que amo e desejo.

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20.8.07

As cidades do porvir #seguinte

Quem foi, na certeza do corpo? Um labirinto. A escada decimal. Um dedo na ilusão. Recordo as defesas da costa e o murmúrio indolente das águas. Os teus deuses culpados ou a revelação de uma morte sempre pressentida.
Ainda há um espaço em branco nos teus braços, preenchido por silhuetas vãs, amanhecidas no sol de cada dia.

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19.8.07

As cidades do porvir


Trespassado o desencontro, asseguro a respiração próxima dos teus lábios.

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26.2.07

Rapaz

Está velho e um pouco doente, isso, um pouco doente e velho, as duas coisas ao mesmo tempo. E, também, tão bonito. Na fotografia amarelada, perdida num dos corredores da casa, é ainda jovem, de olhos em amêndoa. E são esses olhos esfarrapados, acamados de lágrimas, que o denunciam agora, depois de 50 ou 60 anos. Conheço-os desde sempre e não os quero perder.

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