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20.7.07

Racismos, paternalismos e outros ismos [como por exemplo a "tirania do politicamente correcto"]


Após protesto da Comissão Inglesa pela Igualdade Racial, o albúm Tintim no Congo foi cinicamente transferido das prateleiras juvenis para a secção de adultos, em uma ou duas [ou mais, não sei bem] livrarias britânicas. Como não tenho opinião formada sobre o assunto e, mesmo que a tivesse, era com certeza pior que a destes dois ilustres blógueres, remeto-vos para a sua exegese:
Comboio Azul, do Jorge Ricardo Pinto [1,2]
Pastoral Portuguesa, do Rogério Casanova [1,2]

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3.7.07

Acho que foi porque nos lembrámos que a cobra nos traíu e que a rã lavou os pés ao Senhor Cristo


Parecem os mesmos todos os anos. Talvez não. O período de vida de um sapo, de uma rã, de um batráquio, afinal, não será, suponho, superior a dois anos. O ruído, esse é que é sempre o mesmo: murmúrio incoerente escapado aos motores da auto-estrada. Lá fora, trespassando a noite, na longínqua massa de água deposta em vala. Há textos medievais que falam desse barulho e da própria vala de água. Isto para introduzir o seguinte: um dia, eu e o meu primo, salvámos uma rã das mandíbulas de uma cobra matizada de cinzentos e castanhos, d'água - como lhe chamam os camponeses inexistentes e também os biólogos que estudam tão esquisita bicharada. Era um ofídeo de dimensões respeitáveis, assustador, se pensarmos - ou eu vos disser - que na altura eu levava apenas nove anos de mundo e o meu primo nove ou dez. É matéria provada que, para matar cobra, o melhor apetrecho é uma cana verde comprida. Uma única canada no lombo e é vê-la a estrebuchar e a rabear, doidinha para se deixar ir. Foi administrado o comprovado remédio e é facto vero que o ofídeo estrebuchou e rabeou e no final se deixou ir, de olhos esgazeados e lombo murcho e passado. A rã vivia, ainda. E viveu mais, que a deixámos ir, magnânimos e omnipotentes. O Homem vingava-se mais uma vez da desfeita do Éden.

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21.4.07

Se numa noite de Primavera um ruflar de asa

A maior parte das vezes parece que não ligo, que combato os dias com o laissez-faire típico do mercado global: sem esquemas, sem espartilhamentos e sem preocupações, se quisermos. As outras, poucochinhas, vezes, sinto dizê-lo, estilhaçam a pouco e pouco a confiança ingénua nas pessoas que cultivei mais ou menos despreocupadamente desde que um dia alguém me achou perdido num parque de campismo e, sem as manhosices do agora, me entregou na recepção e, em consequência, ao abraço de pai e mãe. Tudo tem a ver, parece-me, com a suprema arte de desconversar, de jogar infinitamente com as possibilidades da linguagem e enrolar os nossos passos para o descaminho. Somos, sou, por natureza, fácil de enganar. Pior que isso: as pessoas facilmente se apercebem que eu sou fácil de enganar. Pior ainda: sou fácil de enganar, as pessoas sabem disso, mas mesmo assim poucos me enganam. Magnífica tragédia. Ter o dom e não o saber usar. Nós, eu, prolongaríamos a duvidosa lentidão da razão; em momentos aflitivos, de verdade afilitiva, abriríamos os braços ao engano, puxando alegremente o futuro insincero para um presente consentâneo com a nossa felicidade. Infeliz, mente.
Por vezes, e pelo contrário, acontece exactamente o mesmo.
As pessoas, quando nos falam, deviam assumir que nós sabemos mais do que aquilo que elas pensam que nós sabemos. Não o contrário. Burras.

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26.2.07

Rapaz

Está velho e um pouco doente, isso, um pouco doente e velho, as duas coisas ao mesmo tempo. E, também, tão bonito. Na fotografia amarelada, perdida num dos corredores da casa, é ainda jovem, de olhos em amêndoa. E são esses olhos esfarrapados, acamados de lágrimas, que o denunciam agora, depois de 50 ou 60 anos. Conheço-os desde sempre e não os quero perder.

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13.11.04

Enigma 1

Os predicados são elementares: uma casa com quatro paredes, todas volvidas para Sul, e uma única porta. Um urso fareja as vizinhanças e decide bater à porta. A questão que coloco: de que cor é o urso?

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