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29.5.06

100 anos de paixão: só eu sei porque não fico em casa #22

[João Moutinho, o menos mau da selecção de sub-21]

Jogar em casa, por si só, não se traduz automaticamente em vitórias. O fracasso* em toda a linha da selecção de sub-21 é, nesse sentido, paradigmático. Recheada de "vedetas", a equipa [?] portuguesa apresentou-se desgarrada, sem ânimo, completamente destituída de senso defensivo e atacante. Agostinho Oliveira lega ao porvir um discurso de empedernido mau perdedor: para ele o fiasco assentou na pressão a que Ricardo Quaresma esteve sujeito após a sua não convocação para o Mundial da Alemanha. Nem um vislumbre de sensatez e vergonha. Toda a gente conhece, ou pelo menos os que seguem o futebol nacional conhecem, os atributos desportivos de Quaresma, Moutinho, Bruno Vale, Meireles [ou Lopes da Silva?], Manuel Fernandes, Zé Castro ou Custódio. Sendo jogadores jovens e - perdoem-me os mais novos-, por inerência imaturos, não deveria o seleccionador Agostinho Oliveira ter investido no esmorecimento das atitudes sobranceiras e à vedeta da equipa? Para finalizar. Scolari ganhou um indefectível apoiante para o Mundial. Prefiro um jumento gaúcho que ganhe jogos ou, pelo menos, que faça tudo para os ganhar, a um jumento à portuguesa, amigo de vedetismos, Paulas ou Saltillos.

*Pois. E Scolari só levou a selecção portuguesa à final do Euro 2004 devido ao factor casa...

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28.5.06

A fuga impossível

A tarde acorda por entre dois caminhos, duas imensas solidões ladeadas de árvores e pequenas sebes que, julgo, servem não só para manter do lado de fora os raros, estranhos, caminhantes, como também para aprisionar os seres animais e humanos na sombra tutelar das casas.

27.5.06

Estéticas da morte #dois

Há uma espécie de alegria ingénua, ao princípio. O corpo parece não perder a luta com o tempo.
Com tantas horas descontadas ao porvir, as mãos começam a acariciar ruínas em vez de faces. Noto as excrescências da pele, os pêlos fora do lugar, onde antes não existiam, a descoloração dos outros pêlos, mais antigos, uma dor assídua e morna.
Uma redoma inamovível, um féretro que saqueia a dignidade. O tempo, estes restos que me restam.

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26.5.06

Lendário Homem Tigre

Depois de duas ou três audições do último opus [Masquerade, Ed. Norte Sul] de Legendary Tiger Man, o heterónimo felino de Paulo Furtado dos Wraygunn, confesso que tomei, a priori, a minha incursão ao Teatro Académico "antro de pseudos" de Gil Vicente como um malogro. Masquerade é um trabalho competente, enleante e pontuado por momentos de virtuosismo do músico conimbricence. Por isso mesmo fui ao concerto de pé atrás. É que o bichano toca 4 ou 5 instrumentos em simultâneo e eu, pouco dado a concomitâncias em matérias de corpo, sempre fui a pensar que o tigre em palco não passava de um gatito remeloso.

Mais uma vez, e sem desprimor para mim próprio, errei. E de que maneira. O tigre Furtado não só consegue transmitir em palco o ambiente sonoro do disco, como exponencia as suas capacidades rítmicas e melódicas, transformando o allegro ma non troppo do trabalho de estúdio numa carga de cavalaria. Dead Combo, João Doce e Nell Assassin, sobretudo este, contribuíram para abrilhantar o baile. O mesmo não digo dos "filmes" que foram escoltando a música, pejados de lugares-comuns e argumentos [alguns tinham isso?] paupérrimos.

[O que o Ricardo Pinto escreveu sobre um concerto do Tigre]

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25.5.06

Estéticas da morte #um

Há um corpo morto e três homens que o olham. Uma mão que procura o sexo como que para dizer: estou viva.

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100 anos de paixão: só eu sei porque não fico em casa #21

A partir de hoje, na coluna da direita, links directos* para os nove clubes que, por uma razão ou por outra, colonizaram ao longo dos anos os meus afectos futebolísticos.


[Primus Inter Pares]

*Muito obrigado f.

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24.5.06

A merda ou o cócó dos meninos

Há uma luta antiga, presciente, em cada escolha de palavras. Ditas em sufoco. Quase perfeitas, não fossem escassas e, creio, revelando o ordinário.

23.5.06

Emancipação: versão masculina

Em frente a mim, no cimo de um escadote de chapa, o rapaz tenta desesperadamente dar à luz.

22.5.06

Inventário apócrifo

Há uma pele já gasta que foi de tigre.*

O que é agora, senão uma pele? Talvez o próprio tigre, ainda, não fora o tempo que perdeu entretanto: o corpo, a presa e a selva.

[*Jorge Luís Borges, A rosa profunda, Inventário]

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19.5.06

Um deus em ruínas


"[...] quando já não há à nossa volta mais que um mar de pedras."
[W.G. Sebald, História Natural da Destruição]

O baque

Podes continuar vivo se o coração parar de bater?

18.5.06

Relendo Phillip Roth

A fatuidade melancólica de Mickey Sabbath quando recorda o irmão, morto na II GM por ser Americano e não por ser Judeu, exige como contra-peso a leitura do martirológio de Levi.

16.5.06

Morte no estádio

Muito depois correste atrás da bola nessas terras distantes e morreste durante a tarde, o campo ajaezado pela intensidade fulgente do sol e pelos festejos dos teus golos. Morreste a fazer o que mais gostavas, presumo. Mas morreste. E isso é para sempre.

Narrativas silenciadas


[Do Bruno Sena Martins, grande amigo e antropólogo]

Coimbra, 18 de Maio, 18:30, Foyer do TAGV
Apresentação com:
Boaventura Sousa Santos (sociólogo)
José Guerra (ex-presidente da ACAPO)

Lisboa, 9 de Junho, 18:30, Fnac do Chiado
Apresentação com:
Gonçalo M. Tavares (escritor)
Humberto Santos (presidente da APD)

15.5.06

Guilhotina

O rei acabara de morrer e, uma por uma, as gargantas coléricas daqueles homens e mulheres emudeceram. O silêncio acompanhou os milhares de carrascos para longe da praça. Morto o bode expiatório real, o povo ia começar a procurar os culpados entre os seus.

12.5.06

A outra

Enquanto a beijava disse-lhe: Desculpa, não consigo deixar de pensar nela...
Suspirando, ela respondeu: Eu também não.

11.5.06

Parabéns [m]Ana!


[... e apesar desse traje ridículo!]

[Instantâneo por Carlos Barradas, Canon PixelShot A410 com tudo no automático]

10


Número 10. Antes de Pelusa a.k.a. El Pibe a.k.a. El Diego a.k.a. Maradona: um numeral que não me dizia nada. Antes de ti não me dizia nada, digo eu agora.

10.5.06

Fobias

Correu tanto para a alcançar que chegou junto dela cheirando a gambá. Horrorizada, aconselhou o rapaz a tomar uma ducha antes de voltar a aproximar-se assim, tão pertinho dela. O nome dele era Gascão.

9.5.06

Cortejo fúnebre

Apesar das paredes grossas, a janela entreaberta fragiliza a cidadela interior, acometida e trespassada por gritos mal definidos [mas, apesar de indistintos, como eu os conheço!], pelo cheiro morno do malte derramado pelas calçadas, por alguma flor de papel colorido e por uma nostalgia do dia de ontem. Já não me diz nada, o funeral.

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8.5.06

100 anos de paixão: só eu sei porque não fico em casa #20


[A caminho da Champions]

Contrariando o fadário trágico que pesa sobre aqueles ombros debruados de verde e branco, desta vez a equipa não falhou e garantiu o troféu dos pequeninos, qualificando-se directamente para a Liga dos Campeões. Mas nem foi disso que eu gostei mais. Outras notícias adoçaram o meu palato de hooligan. A Académica - carreada pelo demérito alheio - permaneceu na I Liga, a Naval 1.º de Maio também, o Benfica foi humilhado em Paços de Ferreira e - a cereja no topo do bolo - o Vitória de Guimarães desceu à Liga de Honra. A justiça tarda mas chega quase sempre. Infelizmente, o Belenenses e o Rio Ave acompanham o clubezeco de Guimarães na descida aos infernos.

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3.5.06

Procura



[Tetrahydrocannabinol , Damien Hirst, London, 2004]

Alguma felicidade, julgo eu, compra-se numa esconsa viela da parte antiga de qualquer cidade. Vem ter contigo na Rua Augusta: há quem a ofereça por lá, que eu já vi [a troco de uns míseros euros]. Mas em todos os outros pequenos mundos, a felicidade arreda-se das bandejas, evade-se e ausenta-se. Não está facilmente disponível.

Procuro-a nas pintas das camisolas de Inverno.

2.5.06

As horas perdidas

A ruptura inconcebida. Farto de estar cansado. O desgosto oferecido ao mundo.