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24.6.10

Uma tradição com 3-5 anos, ou assim


{Hieronymus Bosch, c. 1503-4, O jardim das delícias terrenas: o inferno}

Se é verdade que existem sons demoníacos - eu não creio - um deles é, obviamente, o zurro da da vuvuzela. A corneta de plástico é a pior merda que se inventou nos últimos vinte anos (a TVI não conta) mas havia sido já imaginada por Bosch no início do séc. XVI, milimetricamente colocada num sítio que eu cá sei, e de onde nunca deveria ter saído. Pois que volte depressa para os infernos, com a Galp, a BP e o Sabrosa, mais os chatos que a não tiram das beiças.

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23.7.08

A tarde


(Hieronymus Bosch, 1500-1502, O peregrino, Museum Boymans-van Beuningen, Rotterdam)
As peregrinações, tenho-o dito, são assuntos que se resolvem sobretudo entre a partida e a chegada. O destino final da jornada é a resposta esforçada do peregrino a quem lhe questiona a viagem, as suas façanhas e as suas perdas. Um peregrino é aquele que perde sempre alguma coisa - o que abandona no início da viagem. Um peregrino é aquele que pode vir a ganhar alguma coisa - se encontrar um fim do caminho. O peregrino é sempre aquele que atravessa a noite deslocado de si, é aquele que esquece a aurora e deseja o crepúsculo vespertino (cada aurora é uma sentença de morte, cada crepúsculo uma pena suspensa). O peregrino é um exilado à procura da salvação.

A agónica representação do peregrino de Bosch: a férrea vontade salvífica vertida num corpo descarnado, esfiapado. Quase dendrítico. Sobre a cabeça do viajante observamos os campos, a bucolia das colinas, e pressentimos a demanda do Paraíso: «Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens».

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