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23.7.08

A tarde


(Hieronymus Bosch, 1500-1502, O peregrino, Museum Boymans-van Beuningen, Rotterdam)
As peregrinações, tenho-o dito, são assuntos que se resolvem sobretudo entre a partida e a chegada. O destino final da jornada é a resposta esforçada do peregrino a quem lhe questiona a viagem, as suas façanhas e as suas perdas. Um peregrino é aquele que perde sempre alguma coisa - o que abandona no início da viagem. Um peregrino é aquele que pode vir a ganhar alguma coisa - se encontrar um fim do caminho. O peregrino é sempre aquele que atravessa a noite deslocado de si, é aquele que esquece a aurora e deseja o crepúsculo vespertino (cada aurora é uma sentença de morte, cada crepúsculo uma pena suspensa). O peregrino é um exilado à procura da salvação.

A agónica representação do peregrino de Bosch: a férrea vontade salvífica vertida num corpo descarnado, esfiapado. Quase dendrítico. Sobre a cabeça do viajante observamos os campos, a bucolia das colinas, e pressentimos a demanda do Paraíso: «Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens».

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