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21.4.07

Se numa noite de Primavera um ruflar de asa

A maior parte das vezes parece que não ligo, que combato os dias com o laissez-faire típico do mercado global: sem esquemas, sem espartilhamentos e sem preocupações, se quisermos. As outras, poucochinhas, vezes, sinto dizê-lo, estilhaçam a pouco e pouco a confiança ingénua nas pessoas que cultivei mais ou menos despreocupadamente desde que um dia alguém me achou perdido num parque de campismo e, sem as manhosices do agora, me entregou na recepção e, em consequência, ao abraço de pai e mãe. Tudo tem a ver, parece-me, com a suprema arte de desconversar, de jogar infinitamente com as possibilidades da linguagem e enrolar os nossos passos para o descaminho. Somos, sou, por natureza, fácil de enganar. Pior que isso: as pessoas facilmente se apercebem que eu sou fácil de enganar. Pior ainda: sou fácil de enganar, as pessoas sabem disso, mas mesmo assim poucos me enganam. Magnífica tragédia. Ter o dom e não o saber usar. Nós, eu, prolongaríamos a duvidosa lentidão da razão; em momentos aflitivos, de verdade afilitiva, abriríamos os braços ao engano, puxando alegremente o futuro insincero para um presente consentâneo com a nossa felicidade. Infeliz, mente.
Por vezes, e pelo contrário, acontece exactamente o mesmo.
As pessoas, quando nos falam, deviam assumir que nós sabemos mais do que aquilo que elas pensam que nós sabemos. Não o contrário. Burras.

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