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4.2.11

Passeio Público

{Tipicamente lusitano}
Neste país conhecem-se tarde as trapalhadas, os equívocos e as malfeitorias que se vão praticando em nome do Estado, como se a realidade vertesse sempre de uma confissão contrita, mas tardia, aos antigos padres da província. Lentamente, vão sendo dados a saber muitos dos processos que contribuíram (na sombra da lei e da ética) para que um país tão pequeno chegasse a ter uma crise económica e social tão grande.
Para a maior parte das pessoas de bem, a Lusitânia é uma antiga província romana, a oeste da Península Ibérica, onde viviam e morriam os audazes lusitanos, nossos putativos antepassados, e cuja capital era Emerita Augusta (a Mérida espanhola). Para uma ínfima minoria de iluminados, a Lusitânia é (ou era, não se sabe ainda muito bem) uma “Associação de Desenvolvimento Regional”, que deveria promover o investimento produtivo e o desenvolvimento social numa vasta região, que engloba dezasseis municípios dos distritos de Coimbra, Guarda e Viseu.
A associação, que existe desde 2002, vai ser dissolvida. O seu legado é parco e obscuro; para além de um ou outro site disfuncional, não se lhe conhecem actividades, programas ou resultados. Da sociedade resta somente um rol de despesas, de dinheiro desperdiçado em projectos espectrais e desígnios sem interesse para a região. Depois da miséria que nos foi dada agora a conhecer (vinte e cinco milhões de euros de fundos comunitários, públicos e municipais gastos não se sabe muito bem em quê) resta-nos a esperança que nada disto voltará a acontecer.
Mas é difícil acreditar nisso. O desperdício de dinheiro é um hábito antigo e enraizado, um fenómeno tipicamente lusitano. É quase a afirmação de uma identidade.
{28/01, no Jornal de Notícias}

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