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24.11.09

O livro da estupidez

A minha avó nunca se referiu ao assunto mas o preconceito enraizou na mesma: é preciso ter cuidado com as suburbanas licenciadas à menos de uma geração. Não porque vestem mal (ide todas bardamerda com a «Desigual»), ou porque gostam de dizer que vão comprar as cápsulas da «Nespresso» ao Chiado, nem mesmo porque ficam com o pito aos saltos em frente das alfaces secas do «Vitaminas», mas porque são pouco dadas a leituras e, sobretudo, porque quando fazem que lêem a sua escolha se limita àquelas resmas de papel que deveriam ter ficado honestamente em branco, para redenção dos nossos pecados.
Há uns tempos, numa das filas do «Jumbo», um síntipo da espécie declarava, assaz ufana, ter lido o livro de José Rodrigues dos Santos, «O Símbolo Perdido» (sic), o qual lhe ensinou «muitas coisas em que nunca tinha pensado», tendo ficado até a «conhecer dentro dos muçulmanos os seus fanatismos». Não vomitei (as batatas fritas do «Pinóquio» não mereciam tamanha desconsideração) mas fiquei desconcertado, e de tanto rir até me nasceu um pêlo no sobrolho. O resto é história: visitei a «FNAC» e procurei «O Símbolo Perdido», último opus de Rodrigues dos Santos, que infelizmente não encontrei (também já não havia nenhum «Deepak Chopra», referido bastas vezes, em tom ignorantemente elogioso, pela «amiga» da nossa suburbana). O resto do dia foi uma desgraça e parece, até, que desde então perdi um pouco a alegria de viver.

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