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3.7.09

Passeio Público*

(Bem-nascidos, bem-criados)

Afonso Henriques, o nosso primeiro rei, nasceu em algum lado (um facto irrefragável), e se tal sucesso se verificou em Viseu ou Guimarães é coisa que não importa assim tanto. O que interessa não é nascer, mas o que se faz depois de nascer. E, já agora, o que de nós fazem, e como nos tratam. Enquanto as gentes bem-pensantes de Guimarães e Viseu disputam, afundadas em volumosos e empoeirados tratados de história, a glória fátua de um nascimento real, há nada menos que 900 anos, as gentes de Coimbra preocupam-se com quem nasce agora e, sobretudo, com o que lhes acontece depois de tão definidor evento.

A luta da cidade por um novo Hospital Pediátrico é antiga, entusiástica e justa, percebe-a bem quem conhece as combalidas instalações do actual Pediátrico. O que é certo é que as obras começaram pachorrentas, em estilo “bazófias”. Problemas técnicos resultantes da passagem de uma linha de água no terreno de construção, inadequações orçamentais e outras justificações dilatórias concorreram para os deslizes e atrasos (nada de novo debaixo do sol). Inicialmente, o remate da obra estava previsto para 2007. Mais tarde, esse prazo transferiu-se para o mês de Outubro do ano de 2008. Por acaso reparei que esta data já vai um pouco desbotada nos calendários de papel que ainda resistem ao avanço das novas tecnologias, pendurados nas paredes das oficinas de automóveis.

Adiante. O edifício do novo hospital encontra-se em fase adiantada de construção e o fim das obras parece ser uma realidade pouco longínqua. Contudo, os problemas acumulam-se, ao invés de sumirem definitivamente. O Hospital Pediátrico de Coimbra é uma espécie de “remendo estrutural”, de acordo com a Comissão de Utentes (ainda não foi inaugurado e já possui “utentes”: numas coisas andamos demasiado atrás, noutras demasiado à frente), com salas de operação demasiado pequenas, portas desajustadas e corredores apertados. Os arquitectos esquecem, mais vezes do que seria desejável, que os edifícios constroem-se para servir as pessoas – e que isso deveria ser intuitivo num edifício hospitalar – mas não sei se é esse o caso: talvez a Comissão de Utentes (as crianças? Afinal quem são os “utentes” de um Hospital Pediátrico?) tenha visitado, por engano, o Pediátrico antigo.
(Hoje, 03/07, no Jornal de Notícias)
*Agora às sextas.

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