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20.3.08

Passeio Público

(Nem metro, nem meio metro)

O projecto do metro ligeiro de superfície (MLS) de Coimbra esmorece perante o medo de «criar futuros» que parece abraçar mortalmente a cidade. Já manifestei esta convicção uma vez mas, com alguma incomodidade, volto a ponderá-la. Este enredo tem excesso de passado, temo. E um desenvolvimento recente: o «dolce far niente» burocrático da autarquia emparelha com as críticas de um grupo de papás desassossegados e descobre-se um pretexto simples para (mais) uma partida adiada.

O metro de superfície (ou o seu mais fresco avatar, o «tram-train») é, ainda e apenas, uma utopia de papel. A rejeição do traçado da linha do eléctrico ligeiro proposto pela Metro Mondego para a zona da Solum pela Câmara Municipal de Coimbra é apenas mais um transtorno serializado na história do projecto. É «uma morte nova numa vida caducada» (furto impudentemente esta bela expressão do livro “Estórias Domésticas”, de Henrique Fialho).

Talvez seja proveitoso recordar alguns actos basilares deste «drama giocoso». Em Junho de 2005, o Governo suspendeu o concurso para o metro de superfície depois das autarquias da Lousã e Miranda do Corvo terem declinado o protocolo com a Metro Mondego. Carlos Encarnação reconhecia, pouco tempo depois de ser conhecida a decisão governamental, que a concretização do projecto do metro de superfície era fundamental para mitigar o problema das acessibilidades da cidade. Em Março de 2006, o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, garantia o MLS em Coimbra e no ramal da Lousã e assumia a concretização do projecto até 2011.

Entretanto, os desígnios da Metro Mondego materializaram-se sem premência excessiva, brandamente, num sossego manso de jubilado; e sem efeitos manifestos, se omitirmos a destruição de um pedaço considerável do núcleo medieval da cidade, entre as ruas Direita e da Sofia.

Quando as circunstâncias políticas faziam crer que o plano para o metro ligeiro de superfície finalmente encarrilava (pobre metáfora), a Câmara Municipal de Coimbra recusou a opção para o traçado do eléctrico de superfície para a Solum proposta pela Metro Mondego (com votos contra de quatro autarcas da maioria PSD/CDS-PP/PPM, incluindo Carlos Encarnação, uma abstenção do vice-presidente João Rebelo, também da coligação maioritária, e os votos a favor* de três vereadores do PS e de um do PCP).

O cenário que remanesce convoca alguma perplexidade e incerteza. O presidente da Metro Mondego, Álvaro Seco, perante a possibilidade de não resolução do embaraço que esta reprovação implica, admite afastar-se do projecto.

Com a certeza de que a partir de histórias bem menos interessantes se escreveram admiráveis comédias, não posso deixar de notar que os insucessos reiterados do MLS conimbricense se assemelham já a uma «opera buffa». Todavia, apesar da envolvente de farsa, suspeito que esta seja mais uma história que termina mal.

*No texto publicado no jornal referi, por lapso, que os vereadores do PS e PCP votaram contra a moção da Metro Mondego. Na realidade votaram a favor. O projecto foi reprovado com os votos de quatro elementos da coligação PSD/CDS-PP/PPM. Aos visados as minhas desculpas.

(Ontem, 19/03, no Jornal de Notícias)

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