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3.7.07

Acho que foi porque nos lembrámos que a cobra nos traíu e que a rã lavou os pés ao Senhor Cristo


Parecem os mesmos todos os anos. Talvez não. O período de vida de um sapo, de uma rã, de um batráquio, afinal, não será, suponho, superior a dois anos. O ruído, esse é que é sempre o mesmo: murmúrio incoerente escapado aos motores da auto-estrada. Lá fora, trespassando a noite, na longínqua massa de água deposta em vala. Há textos medievais que falam desse barulho e da própria vala de água. Isto para introduzir o seguinte: um dia, eu e o meu primo, salvámos uma rã das mandíbulas de uma cobra matizada de cinzentos e castanhos, d'água - como lhe chamam os camponeses inexistentes e também os biólogos que estudam tão esquisita bicharada. Era um ofídeo de dimensões respeitáveis, assustador, se pensarmos - ou eu vos disser - que na altura eu levava apenas nove anos de mundo e o meu primo nove ou dez. É matéria provada que, para matar cobra, o melhor apetrecho é uma cana verde comprida. Uma única canada no lombo e é vê-la a estrebuchar e a rabear, doidinha para se deixar ir. Foi administrado o comprovado remédio e é facto vero que o ofídeo estrebuchou e rabeou e no final se deixou ir, de olhos esgazeados e lombo murcho e passado. A rã vivia, ainda. E viveu mais, que a deixámos ir, magnânimos e omnipotentes. O Homem vingava-se mais uma vez da desfeita do Éden.

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