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15.8.03

Ciências...

Afirmando desde já que me movo em areais movediços, quero referir-me brevemente ao contencioso que se vem afirmando na blogoesfera sobre ciências naturais, sociais, humanas, duras, puras, ou seja lá o que for. A questão, quanto a mim, reside, não na validade institucional e moral conferida pelo meio académico no seio de cada uma das diferentes exegeses científicas, mas no desenvolvimento de uma epistemologia que promova a censura da ciência descuidada e acrítica, contribuindo para o bem-estar de todos os seres humanos e não só de uma gloriosa elite económica e social.
Émile Durkheim erigiu a sua apologética sociológica com intenções eivadas de racionalismo científico. Durkheim afirma-o explicitamente: “O nosso principal objectivo é estender à conduta humana o racionalismo científico”. O mesmo se passou com a Antropologia postulada por Lévi-Strauss ou a Línguística de Ferdinand de Saussure. A minha interpretação destes factos leva-me a concluir que as denominadas ciências sociais, para se demarcarem da filosofia, por exemplo, terão que possuir mecanismos epistemológicos que as apartem de conjecturas poéticas e não confirmáveis e que as aproximem dos mecanismos de conhecimento das ciências ditas naturais. Tal não quer dizer que as ciências naturais detêm o monopólio do conhecimento “canónico”. Pretendo, tão-somente, salientar as semelhanças genésicas entre ciências sociais e naturais. Para que não aconteçam mais episódios aviltantes para as ciências sociais, como o protagonizado pelo físico Sokal, em que o conselho editorial de uma revista de prestígio internacional, Social Text, aceitou acriticamente para publicação um texto feito de nadas.

Referências:
E. Durkheim. Règles de la Méthode Sociologique. Paris, PUF, 1973, p. 14
C. Lévi-Strauss. Tristes Trópicos. Lisboa, Edições 70, 1955

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