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13.3.10

Passeio Público

(Uma mulher qualquer)
Esta semana, na segunda-feira, comemorou-se uma vez mais o Dia Mundial da Mulher. Este dia não devia existir. Isto é, eu sei que existe por uma excelente causa: o desejo e a demanda de uma igualdade ideal e modelar entre os sexos/géneros. Mas também sei que só existe porque essa correspondência harmónica não foi ainda encontrada. A violência doméstica, a desigualdade no acesso ao trabalho, a desproporção das remunerações médias, entre outras iniquidades, são a face visível da pertinácia do patriarcado e do sexismo nas sociedades ocidentais.

O Homo sapiens é um primata obstinado e inovador e, desse modo, estabeleceu um conjunto de regras disciplinares cujos perniciosos objectivos incluem a fiscalização e a vigilância das mulheres. No nosso país, a igualdade de género desfruta da autoridade e compulsão da lei; porém, os regimes atávicos de opressão da mulher conservam-se ainda, disseminados por todas as classes sociais, sustentados pela putrefacção ética de alguns sectores mais reaccionários e deseducados.
Felizmente, a cidadania plena é cada vez mais uma realidade, também no feminino. Nesta altura, é natural que pense em mulheres como Maria Helena da Rocha Pereira, professora catedrática jubilada da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, a primeira mulher a concluir um doutoramento numa universidade portuguesa, no (não tão longínquo) ano de 1956. Maria Helena, helenista admirável, ensaísta extraordinária que, tal como a alma Píndaro, esgotou o reino do possível, foi distinguida recentemente com o prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores/Caixa Geral de Depósitos.

A carreira de Maria Helena da Rocha Pereira extravasa a edícula académica dos Estudos Clássicos e funda um marco exemplar de vida no feminino: de luta, de perseverança e de sucesso. Como devia ser sempre.
(Ontem, 12/03, no Jornal de Notícias)

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