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22.8.09

Passeio Público

(República hereditária)

Talvez conheçam a notícia: há alguns dias, um grupo de monárquicos do blogue 31 da Armada substituiu a bandeira municipal da Câmara de Lisboa pela proscrita bandeira azul e branca da monarquia.

Perante a quietude indisfarçada da Praça do Município, os “Vaders” (no vídeo da acção disponibilizado pelo 31 da Armada, os participantes ocultam-se sob a máscara de Darth Vader, personagem da “Guerra das Estrelas”, e o símbolo imprescindível das acções do 31 da Armada) da “ala monárquica” do blogue subiram ao varandim da Câmara Municipal de Lisboa e, com uma simples troca de galhardetes, mostraram que um escadote de três metros dá sempre jeito e, sobretudo, fizeram mais pela causa monárquica que todas as aparições públicas de D. Duarte de Bragança (um parênteses, aqui: gozar com a figura do pretendente ao trono é algo que reputo de péssimo gosto, e muita gente o faz; enfim, o sarcasmo é um mecanismo jurisdicional, um processo lento e conspícuo de opressão).

Eu achei piada, e não levei a agit-prop a sério. O imenso e conspícuo talento da fidalguia portuguesa (e, diga-se, a bem da verdade, também de alguns dos seus apoiantes “plebeus”) baseia-se no facto de ninguém poder, de forma alguma, levá-la a sério. No próximo ano a República completa 100 anos, idade respeitável, e são poucos os que pretendem voltar ao tempo dos reis, das princesas e dos dragões. Afinal, como tão bem expressou G.K. Chesterton: “não podemos confiar em príncipes”.

E acrescentou: “nem em filhos de homens”. Esta é a verdade inescapável. Não podemos confiar nas pessoas, e ainda menos no idealismo dos regimes. Afinal, sobre o pano glorioso da República também caem nódoas familiares. Vejam-se as listas de candidatos do PSD às legislativas, onde se ajeitam ilustres linhagens e genealogias. Só filhos de autarcas, são quatro. Mas não se esquecem as esposas, que os direitos das mulheres não são uma utopia de papel.

No regime vigente, também o sistema hereditário é uma forma de transmissão do poder. Em Coimbra, o rei Carlos entrega o delfim Nuno às incumbências patrióticas dos Passos Perdidos. Não se estranhe, porém, esta herança; ainda é normal que um pai queira o melhor para o seu filho.

(Ontem, 21/08, no Jornal de Notícias)

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