<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d5676375\x26blogName\x3dD%C3%A6dalus\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dBLUE\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttp://daedalus-pt.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_PT\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://daedalus-pt.blogspot.com/\x26vt\x3d-8110302918440701225', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>

29.10.07

Apanharei espigas atrás daquele em cujos olhos eu achar graça*

Uma silhueta onde antes havia carne e odor de gente. Uma sombra na escuridão. Dirão os físicos que tal fenómeno é impossível mas garanto-vos que a vejo sempre nos recantos mais escuros da memória, demorada, à espera de qualquer coisa que me tem escapado desde o início. A verdade é que a sombra não chega a incomodar-me. São formas indefinidas – mas definíveis e redutíveis a um corpo conhecido. Quis esquecê-la, remetê-la ao oblívio de uma lágrima comida pela areia. A memória é, no entanto, fluida: uma maré de pensamentos. A água que reflui pode não voltar mais à praia. Mas muitas vezes essa mesma água retorna e traz com ela velhos conhecidos. Esta silhueta é isso: um velho conhecido. Deito-me com ela, acordo com ela, tomo o pequeno-almoço com ela, trabalho com ela. Até tomo banho com ela [e ela é tão pudica]. Mesmo sem substância corpórea, creio que esta sombra carrega nela a fisicalidade do que foi, um vestigium vitae de eras passadas. Afeiçoei-me a ela e, por isso, não a quero perder. Ouve:

Sou como Rute. Não me peças que te abandone e deixe de te seguir, porque onde quer que vás irei eu. O mais rígido dos zelotas.
*Rute 2:2

Etiquetas: ,