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12.1.04

Artrose ou a dor do tempo

A virtude de um tempo sempre chuvoso, a imposição de um dever inaudito. Ficou em casa durante todo o fim-de-semana, custodiado pelos dois gatos que um dia impediu de serem afogados pela avó [telefonaste-me três vezes: qual é a melhor maneira de matar um gato?], era isso ou ir ao shopping, e ele optou pelo desconsolo de 48 horas afogado no arrumo dos quartos e do escritório. Quando ela foi embora e lhe deixou os gatos [é-se sempre responsável por quem se salva da morte] e a responsabilidade de limpar o apartamento que fora, que continua a ser, dos dois, as articulações das mãos doíam-lhe sempre que se lembrava dela. No início essa dor não passava de um palimpsesto cujas iluminuras mostravam a irreversibilidade do fim de uma relação descomedidamente linear: namoro-casamento-divórcio. Com o transcorrer dos dias as dores vinham sempre em dias frios, chuvosos e cinzentos, o de hoje um exemplo. Enquanto esticava o fio do aspirador ele apercebeu-se que as dores nos dedos finos de ambas as mãos não tinham nada a ver com a perda de uma mulher. Eram somente a fronte visível da sua obsolescência germinal. Só e sem crédito para voltar atrás.

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