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24.9.03

Poema 118

Encontrar-nos-emos outra vez em Petersburgo
como se ali tivéssemos enterrado o sol,
e então pronunciaremos pela primeira vez
a palavra abençoada sem sentido.

[Ossip Mandelstam, Poema 118]

[Nascido em 1891, assassinado num dos gulags de Estaline, em 1938]

Uma visão antitética da maioria [dos prosélitos da esquerda] induz-me a sonhar, não com a Moscovo imperial, mas com o infatigável reformismo e o cosmopolitismo crítico de S. Petersburgo. Com o dilúculo da ditadura de Estaline iniciou-se o obscurecimento da modernidade da cidade de Pedro. Moscovo despojou de Petersburgo a sua condição simbólica de "janela para o Ocidente", impondo o seu novo tipo de modernidade, mais parecida com o radicalismo da Moscóvia de Ivan, o Terrível; que propriamente com a identidade performativa e conversora da Paris russa.

[Sinceramente não sei porque digo a Paris russa, detesto, por exemplo, esta designação símil: Lusa Atenas]

Algures nesta Petersburgo inexistente poderá ser possível recuperar o sol escondido.



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