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19.6.08

Passeio Público

(Um eléctrico chamado “trólei”)

Se existe uma metáfora que desanuvie a penumbra da era em que vivemos é a do “turbilhão”: uma modernidade tomada em inúmeros caminhos (vagos e desordenados). Uma era moderna em que se perdeu o contacto com a própria modernidade. “Tudo o que é sólido se dissolve no ar”, advertia Marx. Quando é assim, o mundo esquece facilmente. Eu gosto de repetir, por tudo e por nada, a frase de Hartley: «o passado é um país distante». Logo, não vale a pena perder tempo com ele (o passado é um país distante “e não tem petróleo”, acrescento eu).

Não perdemos tempo com o passado. Azar. Desgraça. Tolice. Não tem que ser sempre assim. Não é sempre assim. O tempo e as dores que o acompanham são bons conselheiros, obrigam-nos a voltar a algum sítio. Porventura diferente, melhor. Ou pior, não vale a pena especular. O que é certo é que o passado é um país longínquo, inalcançável e sem petróleo.

Mesmo assim, no mundo e, particularmente, em Coimbra voltar ao passado é um dever e uma salvação possível. A conjuntura energética contemporânea (mas o período de crise energética é já estrutural), maculada pela subida alucinante dos preços dos produtos petrolíferos, solicita novas fontes de energia mas também o regresso a formas antigas e comprovadas de energia limpa e (relativamente) barata. Assim se justifica a recuperação de uma série de linhas de troleicarros na cidade de Coimbra.

Desde 1947 que estes autocarros, movidos a energia eléctrica, compõem parte da fauna da transportadora municipal (SMTUC). Felizmente, depois de alguns anos de desinvestimento neste tipo de transporte (quem não se recorda do lendário “7T”, para o Tovim?), os responsáveis actuais da empresa reforçam o número de linhas servidas pelos “tróleis”. Uma nova linha de troleicarros será possivelmente criada quando as instalações da SMTUC mudarem para Eiras.

Os autocarros movidos a energia eléctrica são, julgo, uma solução antiga que tem, ainda, um futuro amplo e ridente. A energia eléctrica, económica e renovável, é uma boa opção para minorar os efeitos da crise energética global. Não é ainda um indulto mas uma pena suspensa. Para além das benesses energéticas assumidas pelas novas linhas, os “tróleis” fazem-nos esquecer, também, o “dramma giocoso” de uma fantasmagoria abortada: o Metro Ligeiro de Superfície.
(Ontem, 18/06, no Jornal de Notícias)

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