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13.12.07

Passeio público

Ontem, 12/12, no Jornal de Notícias
[Pretexto de festa]

Há alguns sinais, desses pequeninos, que só os mais atentos e os dotados para reparar no pormenor é que vão sentindo. Há sinais, digo eu, de comemoração de datas importantes, datas de aniversário, de respeitáveis e importantes instituições profundamente vinculadas à cidade de Coimbra: o Orfeon Académico e a Fundação Bissaya Barreto. Em ambos os casos podemos falar de datas gordas, significativas. Reveladoras de um passado precioso. Pretextos cronológicos para festejar exaustivamente. Mas não só. As celebrações ganham um sentido maior se convocarmos despretensiosamente os ânimos esquecidos do passado, as concepções fundadoras, os sucessos e os erros pretéritos, a expectativa confiada num porvir ainda mais admirável e pleno.

O meu respeito aos mais velhos. Aos que resmungam há mais anos, se me permitem glosar Bioy Casares. Isto dito, começo por vos falar do Orfeon Académico de Coimbra. Fundado em 1880 (em Outubro, apresentando-se pela primeira vez ao público em 7 de Dezembro, então com a singular e excêntrica denominação de “Sociedade Choral do Orpheon Académico”) por João Arroyo, estudante de Direito, é um dos organismos autónomos da Associação Académica de Coimbra. Com uma origem oficial anterior a esta, portanto.

O Orfeon é o mais antigo coro português no activo, um dos mais prestigiados e, indubitavelmente, aquele que congregou, em diferentes momentos, o maior número de notáveis personalidades da música, da política ou da academia. Refiro-me, por exemplo, a Adriano Correia de Oliveira, a Boaventura de Sousa Santos, a Luís Góis, a Machado Soares, a Almeida Santos, a António Menano, a José Afonso e até ao inefável Alberto João Jardim.

É, pois, um passado amplo e precioso que toca e poliniza o presente e o futuro dos cerca de 70 coralistas que compõem actualmente o grupo e a que será dado destaque maior no ano de 2008 com a edição de uma biografia do e a construção de um museu na sala do organismo.

Quem não conhece o Portugal dos Pequenitos? Suponho que ninguém. O Portugal dos Pequenitos intima e fundamenta uma porção importante do nosso imaginário infantil. Claro que a Fundação Bissaya Barreto transcende largamente as fronteiras daquele parque infantil.

A Fundação, julgo que todos o sabem, configura uma sólida armação onde se desenvolvem multíplices projectos relacionados com a solidariedade, a educação, o conhecimento, a cidadania ou a arte. São quase 50 anos de história (a celebração do 50.º aniversário iniciou-se, de forma simbólica, no dia 26 de Novembro e termina um ano depois numa Sessão Solene de Encerramento), de valiosas realizações no campo assistencial e cultural.

É difícil escrever algo sobre a Fundação Bissaya Barreto que seja verdadeiramente inédito. Ainda bem. O reconhecimento generalizado de Bissaya Barreto e da “sua” fundação releva de um espantoso trabalho realizado ao longo de 49 anos de história.

Não sei se foi durante o dia. Durante a noite? Não interessa, agora. Foi no Outono. Nasceram com vagar, a pedir tempo à vida. Comemoremos os seus feitos sem pena de perder o que quer que seja.

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