<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d5676375\x26blogName\x3dD%C3%A6dalus\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dBLUE\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttp://daedalus-pt.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_PT\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://daedalus-pt.blogspot.com/\x26vt\x3d-8110302918440701225', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>

16.1.07

O olvido e os hipócritas

Os americanos perderam a guerra na Indochina, saíram de lá à pressa, a correr para os Huey como se não houvesse amanhã. Eu escrevi Indochina porque os americanos não lutaram apenas no Vietname, também o fizeram no Laos e no Cambodja, qualquer um que tenha visto um filme do Chuck Norris sabe disto. No Laos, como no Vietname ou nas guerras índias [e.g., os Pima, de Ira Hayes, lutaram ao lado dos brancos], houve alguns nativos que lutaram do lado americano. Alguns não, uma etnia inteira: os Hmong. Até aqui, tudo mais ou menos normal. Numa guerra há sempre dois lados que se opõem, sejam eles os Troianos e os Dânaos ou os Commies e os Yankees. Com mais ou menos poesia é sempre assim. Só que, em 1973, no estertor da guerra - e ao contrário do que supostamente fazem os famigerados US Marines - os americanos deixaram alguns homens para trás, deixaram muitos homens para trás, e as suas mulheres, os seus filhos, as suas mães. Desde então o governo do Laos assassinou milhares de indivíduos da etnia Hmong. Cubro a cara de vegonha: um antropólogo sueco acredita piamente que o governo não está a matar de forma sistemática indivíduos de qulaquer minoria. Enfim, na antropologia, como em todas as disciplinas, há filhos de muitas mães. Os hipócritas do costume bradam - justamente - contra a ocupação do Iraque e da Palestina mas esquecem os Hmong, o povo de Darfur, os tchetchenos ou os tibetanos. Os americanos não andam por esses sítios a matar gente, portanto não vale a pena gritar por eles. O activismo selectivo é uma vergonha porque se submete a agendas políticas e não a razões humanitárias.

Etiquetas: ,