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10.9.04

Reflexões do coração

O consolo futebolístico busco-o muitas vezes – mais do que as que desejaria, pois a equipa lagarta não tem sido pródiga em grandes vitórias – na ideia de que o futebol português muito deve à força geratriz dos leões relativamente à formação de artistas da bola. Se até aos anos oitenta do século transcorrido os magos assomavam quase sempre em terrenos lampiões [rememoremos o fantástico Chalana], no proémio dos noventa os ludiões futebolísticos prolificaram nas cercanias de Alvalade. Futre, ainda nos anos oitenta, Figo, Simão, Viana, Quaresma, Ronaldo ou a promessa Moutinho são as personagens modelares de uma novela que conta ainda com o concurso de figuras prescindíveis [no sentido em que passaram ao lado de uma grande carreira] para a trama, como Paulo Costa, Porfírio, Dani ou Peixe. Por outro lado, desde Manuel Fernandes que o Sporting não oblata ao Mundo um ponta de lança de qualidade excepcional [por favor, não me falem no Jorge Cacete]. Para amparar a baliza e arrabaldes – nenhum grande guarda-redes depois do Damas – a escola forniu Nuno Valente [desperdiçado para o grande Porto de Mourinho], Beto, Caneira e quem mais? Jogadores medianos, quando não medíocres. Renovada esperança quando vi na pré-temporada a eficiência e classe de Miguel Veloso [filho de peixe].
A selecção, órfã da referência maior dos derradeiros 10 anos, será devedora do trabalho desenvolvido no Sporting: a superioridade técnica que tantos jogos resolve será entregue aos meninos do leão, Ronaldo, Quaresma, Simão – sem esquecer a magia de Deco, claro. E, também, à capacidade do FCP em fabricar estrelas no centro da defesa e ataque – Ricardo Carvalho e Postiga. Do Benfica não se aproveita nada.