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14.6.07

O castelo na floresta

A dada altura em The Castle in the Forest, o narrador Dieter [não menos que um demónio clássico, preceptor incorpóreo e reservado da mente de Adolf Hitler] conjura directamente o leitor: “I feel the need to soothe what might be a growing uneasiness in the reader. Good readers are an unprotected species – their allegiance moves in advance of their judgment. Some may felt uncomfortable, therefore, to discover that they are enjoying these first successes of the child, Adolf Hitler. Be assured”. Portanto, até aqui, página 113, tudo bem: suspension of disbelief, Coleridge e mais não sei o quê. No derradeiro parágrafo da página, um demónio [mauzinho] recorda-nos que Adi há-de vir a ser o führer Adolf Hitler, um dos maiores – se não o maior – cabrões da história. Béu. Coração a palpitar, ligeira enxaqueca, alguma azia, leitura mais ou menos estragada. A custo lá se ganha coragem [um copo de licor Beirão ajuda], lê-se mais um pouco e deseja-se muito mal ao pequenito Adi. Só que o filho da puta [mentira, Klara era uma freira devotada a Alois Hitler] do miúdo não morre nem por nada. Be assured.

[Norman Mailer. 2007. The Castle in the Forest. NY: Random House]

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