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12.4.05

Um grito

Talvez a escuridão fosse mais densa que em todas as noites anteriores, desde o começo do mundo. Alguém ceifou o emudecimento da hora tardia: um grito, apenas. Um pouco mais tarde, sequencialmente, um, dois, três gritos, e mais um, além na negrura. Roubados ao sono, os gritos cuspiam ignotos desassossegos, protestavam a morte insuspeita acobertada pelo nada.

O sol, em iridescência tardia, alimentou os bandos de hienas com a assassinada carne de toda a cidade. Um único grito remanesceu, esquadrinhando a imerecida perpetuidade. O grito do assassino, eu.