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4.12.04

I would rather not go back to the old house

Uma conversa, uma anódina interlocução numa mesa de café, pode lançar sementes de dúvida que germinam no fértil húmus das consciências propensas a insondáveis anseios, que se julgariam esquecidos e alquebrados pelo voo destrutivo do tempo. A memória de certas coisas é uma coisa chata, traiçoeira – desaparece quando mais falta nos faz ou assoma, inusitada e ribombante, quando deveria permanecer apagada nos mais esconsos territórios do nosso cérebro. E, por vezes, são esses insignificantes diálogos que retomam memórias delidas – insignificantes depois de tanto tempo –, reminiscências de algo que poderia ter sido, acontecido, numa velha casa cheia de más recordações, e que não foi, que não aconteceu, porque algumas pessoas são cegas, surdas e mudas [mesmo quando vêem, ouvem e falam] e, actores por vocação ingénita, vivem os sentimentos através de um véu que os aparta de todos os que os rodeiam e até deles mesmos.

As ideias deste texto estão esgarçadas naturalmente por hermetismos que só eu poderei decifrar – e mesmo assim com muito custo. A estranheza de certa conversa ainda não a entranhei. Um dia mais tarde explico. Fiquem com esta letra e meditem, se quiserem.

BACK TO THE OLD HOUSE (The Smiths, Hatful of Hollow)


I would rather not go
Back to the old house
I would rather not go
Back to the old house
There's too many
Bad memories
Too many memories
There ...
There ...
There ...

When you cycled by
Here began all my dreams
The saddest thing I've ever seen
And you never knew
How much I really liked you
Because I never even told you
Oh, and I meant to


Are you still there ?
Or ... have you moved away ?
Or have you moved away ?
Oh ...


I would love to go
Back to the old house
But I never will
I never will ...
I never will ...
I never will ...