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13.11.06

Ignoto

Um dia caí num poço de areia. Não havia nada dentro do poço, só escuridão e areia - como aliás seria de esperar. Creio, sem todavia ter qualquer certeza, que sobrevivi. Pelo menos ainda consigo contar a história e isso deve querer dizer que estou vivo. Ou melhor, nem sequer consigo contar a história completa mas partes dela, fragmentadas e pouco vívidas. O que é certo é que aqui estou, a tentar ir mais além destas palavras dúbias. Estive dois dias no poço. Ou menos. Ou mais, nunca poderei dizê-lo com certeza do que digo. Foram dias, foram anos, foi a vida num só dia. Foi muito tempo. E, de repente, um braço desconhecido, inesperado, buscou o meu próprio braço e tragou-me para a superfície. O braço que me salvou. Grande, magnânimo, forte. Não reconhecido.

Agradeci aos que duvidaram da continuidade da minha vida. Aos que choraram. Aos que nada fizeram. Ao braço agradeço agora.