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20.9.05

Morto-vivo

A realidade é assustadora. Não porque seja povoada de fantasmas, esses vivem nos sonhos, mas precisamente por isso: porque não há fantasmas nem fadas nem duendes nem demónios nas ruas da cidade. Verdadeiramente, nunca durmo nem acordo, caminho sobre as ruínas de um sonho. Vivo à espera da chapada que resgate o meu não ser. Terrível é o beijo que nunca foi dado, desejo de silêncios e claustros escondidos.