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4.9.05

Medo

Tive medo mas não fui cobarde. Quem não tem medo são os loucos. Esses correm, cegos, para o nada. Não chalaceiam enquanto esperam, não olham furtivos a sacra estampa, não sentem o calor evolando a treva. Os cobardes têm medo, também, mas ficam prostrados num desvão encapotado da noite. Inventam desculpas, físicas, anímicas, morais. Um cobarde arranja sempre justificações para se deixar ficar quietinho.

Os valentes são aqueles que carregam o medo enquanto subjugam as escadas na escuridão.

Tive medo, sim. Cerrei os olhos e corri para o nada, com o medo nos braços. Os degraus do cemitério não tiveram tempo de sentir a profanação. Atravessei o abismo de mármore antes que o sino desse as doze por finalizadas. Por quem os sinos dobram? Não dobram por mim, afogueado para lá dos muros que resguardam a morte. Tive medo e disse-o. Fraco, clamaram os rapazes, alienados e pusilânimes, em coro inusitado. E gargalharam obscenidades junto às campas dos antepassados. Cascalhei com eles: um bravo no meio dos insensatos e dos caguinchas.