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13.11.03

Nassyiria ou La Lys revisitada?

Não é preciso ter estudado em West Point para saber que, em qualquer acto beligerante, os contendores atacam quase sempre o inimigo no seu ponto mais fraco. Vejamos.

Em Abril de 1918, o Comandante do Corpo Expedicionário Português (CEP) na Flandres, General Tamagnini de Abreu e Silva, prevenia o Ministério da Guerra para uma conjuntura de eminente colapso anímico e físico das tropas portuguesas. Desde oficiais que iam a Portugal de licença e por lá ficavam, até brigadas inteiras que se amotinavam, de tudo acontecia ao mal preparado e mal abastecido (de víveres, roupa, armamento, et coetera) CEP. Na frente os soldados aguardavam que o novo poder, personificado por Sidónio Pais, os remisse das “trinchas”, entoando-lhe uma quadra: “Ó grande Sidónio Pais/director da revolução/não nos deixes sofrer mais/rende a nossa Divisão”. Prevendo o descalabro, Tamagnini implorou ao Comando Britânico que revezasse todo o sector português.
Na noite de 8 para 9 de Abril de 1918 iniciou-se a retirada da 2ª divisão portuguesa da linha da frente, mas, pela alba, a artilharia e a infantaria alemãs desabaram sobre os homens do CEP como malho no ferro. A espionagem alemã escolhera o momento fulcral para fender as linhas inimigas no seu elo mais fraco. A derrota de La Lys foi clamorosa e no final do dia as baixas portuguesas em mortos, feridos e prisioneiros elevavam-se a cerca de 8.000 praças e oficiais.

Vem isto a propósito de quê? Como já se citou uma vez no Daedalus “a História, se se repete duas vezes, a primeira é como tragédia e a segunda como comédia”. No fundo receio que Marx se tenha equivocado e a tragédia aconteça duas (três?, não esquecendo as Guerras de África) vezes.