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26.4.07

São sete dias, sete



O extermínio deliberado, parcial ou total, de uma comunidade, grupo étnico ou religioso – genocídio, que há quem trate as coisas pelo nome – do povo de Darfur parece que só agora se vai visibilizando no selectivo olhar de activistas e media internacionais. Um corpo no Darfur é quase invisível, a carnificina improvável e pouco noticiada. E, no entanto, neste apocalipse no vácuo, neste cenário abominável e quase sem testemunhas, já morreram mais pessoas que nos conflitos do Ruanda, Balcãs e Chechénia amalgamados. O Darfur é somente a ponta do icebergue desértico de uma gigantesca ablação de vidas, modos de ser e esperança, cujo descomunal palco é o Sudão, quase toda a África.

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29.3.07

Quaresma, Ronaldo e outros problemas sentimentais: direito de resposta

Omitiste um ponto importante do meu argumento: eu questiono a bondade argumentativa de quem envereda pela lógica da dispersão e, sem personalizar [referia-me a vozes vindas da direita], mais vezes leio a actuação de um cinismo paralisante do que o utopismo de que falas. Que os filo-israelitas amiúde também apontem para Darfur é algo nobre, e mal seria se as causas fossem exlusivas. Se o fazem com legítimo cuidado pela escala da tragédia e pela omissão mediática - num e outro caso, factos sonantes - ou se o fazem, como frequentemente me parece, com o mero intuito de diluição descomprometodora que desarme consciências políticas é, pois, o busílis da minha questão.

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27.2.07

Os corpos invisíveis

Já o disse e reafirmo: o activismo selectivo alimenta-se da hipocrisia. Uma penumbra criteriosa ensombra o olhar de alguns que só palpitam quando sentem no mal o dedo americano [e o seu avatar mindinho, israelita]. Para esses, existem os corpos de iraquianos, palestinianos ou libaneses. Um corpo no Darfur - ou no Laos - é invisível, a carnificina improvável e pouco noticiada. Mesmo agora, enquanto escrevo, os corpos intangíveis de mulheres e homens, velhos e crianças, não podem, senão nas boas intenções de alguns, dar a conhecer a rasura nas aldeias de refugiados do Chade. O Darfur expande-se [mas isto é apenas a minha imaginação que me faz ver o que não existe].

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27.7.04

O avanço do deserto



Lutam pelo pouco que ainda existe, diz um soldado da SPLA [Exército de Libertação do Povo do Sudão: árabes do norte desafectos ao governo, Núbios, Dinkas, Azande, cristãos e animistas negros], rodeado de crianças arruivadas devido à subnutrição, as barrigas proeminentes servindo mormente como apeadeiros de moscas. O pouco que ainda existe, quase nada: o que ainda não foi aniquilado pelas hordas de fundamentalistas do setentrião. O extermínio deliberado, parcial ou total, de uma comunidade, grupo étnico ou religioso – genocídio, que há quem trate as coisas pelo nome – do povo de Darfur parece que só agora é visível aos olhos da comunidade internacional. E, no entanto, neste apocalipse no vácuo, neste cenário abominável e sem testemunhas, já morreram mais pessoas que nos conflitos do Ruanda, Balcãs e Chechénia amalgamados. E, no entanto, Darfur é somente a ponta do icebergue desértico de uma gigantesca ablação de vidas, modos de ser e esperança cujo descomunal palco é o Sudão.

[Mais sobre o genocídio em Darfur][E mais...][Mais ainda...][And so on, and so on...]


"Is silence the answer? It never was." Elie Wiesel

Sudan, The Passion of the Present
Darfur Genocide:


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