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22.1.11

A grande assembleia dos instintos


(El Perro, 1819-23, Francisco Goya, Museo del Prado, Madrid)

No momento em que, depois de um combate, o animal vencido abandona a arena da luta todo o cerimonial do instinto de sobrevivência revivesce: a cabeça desce lentamente, os olhos cobiçam a segurança do solo, a cauda remete-se aos silêncios de entre-pernas. Nessa altura, o animal aproxima-se simbolicamente da casa, do território materno. Por vezes, observa-se um movimento de oscilação em que, subitamente, a agressividade que resta leva a melhor sobre o instinto da fuga. Recomeça então o ritual de esquiva, golpe e mutilação. Isto prova simplesmente que nenhuma luta está definitivamente perdida - pelo menos, se atendermos ao inexistente sentido moral da natureza. Amanhã podemos ser o cão batido que levanta a cabeça e morde.

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11.1.11

Huck Finn

As manhãs ainda são demasiado frias - e o preço do gasóleo nunca é revisto em baixa - mas essas minudências são facilmente ultrapassáveis por períodos prolongados na coberta de casal. O que verdadeiramente me preocupa são os livros que já li, os que ainda hei-de ler, e mesmo aqueles que nunca farão parte do meu pessoalissimo cânone. Preocupa-me a censura dos mullahs aos livros de Paulo Coelho. Eu também os censuro - e de forma veemente - mas partindo de um censor estético privado e não de recomendações ou proibições emanadas por consciências omniscientes supra-individuais. No Ocidente libertado a censura é mais indigna: mutilam-se as palavras de autores mortos, reescrevem-se os seus parágrafos em norma puritana, como se algumas expressões fossem pénis minúsculos de estátuas imperiais. O mundo de Twain, Camões ou Kipling deixou há muito de existir: porquê trocar as suas palavras politicamente incorrectas por merdices anódinas se podemos queimar os seus livros? O crime merece o lume, a luz niveladora dos iluminados.

"Parece que los gitanos y gitanas solamente nacieron en el mundo para ser ladrones: nacen de padres ladrones, críanse con ladrones, estudian para ladrones y, finalmente, salen con ser ladrones corrientes y molientes a todo ruedo, y la gana del hurtar y el hurtar son en ellos como acidentes inseparables, que no se quitan sino con la muerte."
(Cervantes, La gitanilla)

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8.1.11

Melhor seria que os "Guerra" traduzissem o Taras Bulba

Como em manhã chocarrenta de feira, o país divide-se entre os que contam espingardas e os que negoceiam como os ciganos d'antigamente.

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2.1.11

This new keyboard

O ano começa em dor. De barriga, como deveria ser sempre. Culpas divididas pelos caranguejos - comidos com a sofreguidão atávica dos pobres - e pelos copos de vinho de origem mais ou menos desconhecida. O ano começa na sanita e eu não poderia esperar mais, ou melhor, de um início tão glorioso e arrebatador.

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