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29.8.09

Passeio Público

(Imagem e palavra)

Falta fazer uma etnografia das campanhas eleitorais em Portugal. De resto, poder-se-ia começar a investigação estudando a iconografia, os brindes (lembro com horror as saias de plástico com que nos quiseram comprar o voto durante a década de 1990) ou os carros de campanha que seguem os candidatos como fidelíssimos perdigueiros. Estudava-se a cultura material, portanto. Pedaços do mundo físico aos quais foi atribuído um valor cultural, como me foi ensinado há longos anos. A música, como é óbvio, teria um lugar de destaque em qualquer monografia deste tipo. Durante a campanha, os Zés-Pereiras coabitam com o Luís Cortez, e nas notas falhadas das gaitas de foles confessam-se alegrias e afectos, descontinuados, aqui e ali, por fiapos de melancolia.

O estudo (i.e., uma olhadela apressada) dos cartazes de campanha é particularmente interessante, e muito informativo. A fotografia dos candidatos é, normalmente, um logro à «genuína ilustração» (adulterando Kleist) dos mesmos. A fotografia convoca a experiência, reifica-a e certifica-a. As criaturas que aprisionam Cristo no “Ecce Homo” de Quentin Massys lembram-nos a dura lição: a cara de um homem não engana outro homem. Mas isto é a teoria. Na prática, quando olhamos distraidamente para os retratos de Horácio Pina Prata, Álvaro Maia Seco ou Carlos Encarnação não podemos ter a certeza de quem são aqueles homens; não podemos ter a certeza se o trabalho, o amor e a ambição correm sinceramente na expressão do seu olhar ou se são meros artifícios do Photoshop.
As palavras também contam; o designativo “Coimbra”, sobretudo, é tão conspícuo que, paradoxalmente, perde a sua importância simbólica. A repetição desgasta-o. As palavras que sobram são, também, reveladoras: na locução “Com Amor”, de Carlos Encarnação, pressente-se a pureza das bem-aventuranças (como em Jesus); na máxima “Com Trabalho”, de Pina Prata, adivinha-se o cumprimento severo do dever (como assegurou Kant); e na expressão “Com Ambição” de Álvaro Maia Seco, sente-se a determinação de converter a cidade numa casa feliz (como diria o doutor Samuel Johnson). Tudo isto é verdade, ou não. Palavras, leva-as o vento.

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26.8.09

They ever fly by twilight

Tudo é precário no vestígio de ontem, tremo essa morte no lugar do riso. Onde foram as flores que mataram o teu animal. Tremo essa morte no lugar do rio. Não foi engano, primeiro é o riso e depois o rio. Um a seguir ao outro, como sempre foi no precário passado. Hoje fui o dono de uma visão lúcida e antiga, onde foram as mãos que tremeram o teu animal. Em Outubro - talvez no início de Novembro - perdi-me do riso, no lugar onde as flores mataram o teu rio. Tudo tem um sentido, mesmo o que não tem. Espero. Que. Sim. Experimentalismo bacoco. Convocando a acalmia. Não há ondas naquele riso. Areia, luz, uma cabeça que nunca tocou a barriga. Acalmia, coração, dedos desligados. Morro a tremer de riso. Rio enquanto a morte a treme. Tremo a rir da morte. Gosto mais desta, da última. Dá uma ligeira impressão de covardia, mas também, caralhos m'a fodam, quem não há-te ter medo de morrer? Ele não é outro homem (este ele sou eu que, como os jogadores da bola, falo na terceira pessoa: Pai, Filho e Espírito Santo [3ª pessoa]). Agora vai ser tramado recuperar o sentido, pelo menos para o leitor indemonstrado (é mentira: dá para ver no Sitemeter). Cícero costumava dizer, quando não tinha mais nada para dizer, Cum non sis qui fueris, non esse cur velis vivere. Googlando faz-se luz, fiat lux, queriam a papinha toda na boca, não? É um estado miserável de alma, este: começar com alhos, acabar com bugalhos e pelo meio tentar tosquiar o patêgo. Tosquiar o patêgo. Gosto muito desta frase, deste motto inventado à pressão, gosto ainda mais do inconsequente silêncio que se vai seguir. Tosquiar o patêgo não quer dizer nada, é frase de significado vazio. Ah, ladrão. Boa maneira de acabar: todas estas letras que juntas formam palavras que juntas formam frases são de má pinta: não querem dizer absolutamente nada. E até deu para meter dois dois pontos na mesma frase. Altamente. Acabo.

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25.8.09

Azul



Saiu o n.º11 da revista de poesia «Saudade». Por lá hão-de encontrar um «azul» meu.
Folheando o azul do céu, esse missal dos poetas.
António Nobre

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22.8.09

Passeio Público

(República hereditária)

Talvez conheçam a notícia: há alguns dias, um grupo de monárquicos do blogue 31 da Armada substituiu a bandeira municipal da Câmara de Lisboa pela proscrita bandeira azul e branca da monarquia.

Perante a quietude indisfarçada da Praça do Município, os “Vaders” (no vídeo da acção disponibilizado pelo 31 da Armada, os participantes ocultam-se sob a máscara de Darth Vader, personagem da “Guerra das Estrelas”, e o símbolo imprescindível das acções do 31 da Armada) da “ala monárquica” do blogue subiram ao varandim da Câmara Municipal de Lisboa e, com uma simples troca de galhardetes, mostraram que um escadote de três metros dá sempre jeito e, sobretudo, fizeram mais pela causa monárquica que todas as aparições públicas de D. Duarte de Bragança (um parênteses, aqui: gozar com a figura do pretendente ao trono é algo que reputo de péssimo gosto, e muita gente o faz; enfim, o sarcasmo é um mecanismo jurisdicional, um processo lento e conspícuo de opressão).

Eu achei piada, e não levei a agit-prop a sério. O imenso e conspícuo talento da fidalguia portuguesa (e, diga-se, a bem da verdade, também de alguns dos seus apoiantes “plebeus”) baseia-se no facto de ninguém poder, de forma alguma, levá-la a sério. No próximo ano a República completa 100 anos, idade respeitável, e são poucos os que pretendem voltar ao tempo dos reis, das princesas e dos dragões. Afinal, como tão bem expressou G.K. Chesterton: “não podemos confiar em príncipes”.

E acrescentou: “nem em filhos de homens”. Esta é a verdade inescapável. Não podemos confiar nas pessoas, e ainda menos no idealismo dos regimes. Afinal, sobre o pano glorioso da República também caem nódoas familiares. Vejam-se as listas de candidatos do PSD às legislativas, onde se ajeitam ilustres linhagens e genealogias. Só filhos de autarcas, são quatro. Mas não se esquecem as esposas, que os direitos das mulheres não são uma utopia de papel.

No regime vigente, também o sistema hereditário é uma forma de transmissão do poder. Em Coimbra, o rei Carlos entrega o delfim Nuno às incumbências patrióticas dos Passos Perdidos. Não se estranhe, porém, esta herança; ainda é normal que um pai queira o melhor para o seu filho.

(Ontem, 21/08, no Jornal de Notícias)

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19.8.09

Do Twitter, avant la lettre

«Alguns há que folheiam todos os livros, e revolvem igualmente todos os periódicos; que escrevem sobre o que lhes sucede ou sobre quem conhecem nesse momento, sem discernimento.»
(Ben Jonson, o isabelino e não o dopado de Seul)

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17.8.09

E um protector solar também dá jeito #onze


(Île aux Cerfs, Mauritius)
(1) (2) (3)(4)(5)(6)(7)(8)(9)(10)

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15.8.09

Passeio Público

(O animal sem qualidades)
Já o disse uma vez, neste mesmo espaço e nestes termos: não gosto de ratos. Não conheço ninguém que lhes devote sincera afeição (mas há malucos para tudo), que adormeça enquanto lhes dedica carícias e meiguices, que gaste metade do ordenado numa espécie de Pedigree Pal para roedores, ou que os passeie no parque pela trela.

Os livros de história (e a sabedoria do povo) garantem que são os ratos que, perante a ameaça de naufrágio, tomam a dianteira da fuga. São vermes imundos e emporcalhados, dos maiores portadores de microorganismos patogénicos que sulcam o reino animal (não transmitem a gripe A, que se saiba, o que só abona a seu favor). E mais: eles comem tudo; o lixo, os cereais, e até as orelhas dos prisioneiros em celas escuras (existe uma vasta bibliografia sobre o assunto).

A verdade é esta para a maioria das pessoas, liberta de hipocrisias ecológicas: o único rato bom é o rato morto. Por causa dele (e da Yersinia, e das pulgas, e de muita agnosia) morreram milhões de pessoas durante a Idade Média. Não ladra, nem afasta os ladrões das nossas casas. É um animal sem qualidades reconhecidas.

Mas, se calhar, talvez, possivelmente: sempre é belo um rato em Coimbra. Junto à Estação Nova, em dois prédios abandonados, os murídeos orelhudos prosperam. Homenageando Charles Darwin, e as efemérides associadas ao naturalista inglês que se celebram este ano, os ratos que se passeiam na Rua Fernão de Magalhães mostram ao ingénuo passante como se afigura na natureza a “sobrevivência dos mais fortes”.

Coimbra irá apostar em força no turismo cultural – é uma boa estratégia para a cidade. Contudo, eu proponho algo ainda mais radical: a organização de safaris na Rua Fernão de Magalhães, com jipes e guia indígena. As nédias criaturas são já o alvo declarado das objectivas dos turistas, porque não rentabilizar as graças do mundo animal? Permitir que a praga subsista é uma outra forma de afirmar o amor que se sente pela cidade.
(Ontem, 14/08, no Jornal de Notícias)

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13.8.09

Diminuem as listas de espera

Estimados jornalistas: em estatística, a média e a mediana não são a mesma coisa. Podem coincidir, mas muitas vezes não são iguais. O porta-voz do Ministério da Saúde refere uma «mediana de tal» que é rapidamente transmutada em uma «média de tal» pelo jornalista de serviço (na SIC-N e na TSF, pelo menos). Excruciante agnosia. O conhecimento profundo da falaciosa ciência conhecida como Estatística é até dispensável neste caso. Bastaria uma citação integral do que foi dito em conferência de imprensa para que o público não fosse induzido em erro.
Não é raro que as verdades demasiado evidentes, e que deveriam ser subentendidas, acabem por ser afinal esquecidas.
(Alessandro Manzoni, História da Coluna Infame)

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12.8.09

E um protector solar também dá jeito #dez


(Praia da Figueira da Foz)

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11.8.09

De braço ao peito

Acreditem: nós vamos ter um deputado que no exacto dia em que tinha de se apresentar na Polícia Judiciária para um teste de caligrafia foi ter com um cunhado que é médico no Hospital de Santa Marta, no serviço de cirurgia vascular (!), para engessar um braço por completo, do ombro até ao pulso. A Ordem dos Médicos considerou que colocar o gesso foi "má prática clínica". Não consigo encontrar um adjectivo para classificar a prática do deputado. Mas consigo classificar a prática da lista do PSD: uma vergonha.

(Ricardo Costa no Expresso)

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É impossível não achar piada a isto

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8.8.09

Passeio Público

(Geometria ética)

Provavelmente poucos estariam à espera que Isaltino Morais, o presidente da autarquia de Oeiras, fosse tão severamente condenado pelo colectivo de juízes do Tribunal de Sintra. Antes de conhecida a sentença - sete anos de prisão efectiva e a perda do mandato, saibam-no os mais distraídos – talvez ninguém supusesse que seria este o final da história.

Desenganem-se, não é. A justiça é um rio longo, e perde-se muita água pelo caminho. Ainda há tempo para outras batalhas: Isaltino vai recorrer da sentença e mantêm, com toda a naturalidade, a sua candidatura à Câmara Municipal de Oeiras. Está no seu direito. Ninguém pode ser punido antes de a decisão transitar em julgado.

Todavia, esta situação não se resume à matéria do foro criminal; configura, ainda, uma posição ética e moral, salientada, de resto, pela juíza Paula Albuquerque. Note-se, aliás, a posição de Marques Mendes relativamente à presença de arguidos em processos criminais nas listas do PSD. Não basta uma ética da seriedade; não basta uma lisura geométrica; a aparência de seriedade e de lisura é tão importante como a própria seriedade e lisura. Esta anatomia da suspeita é parte essencial da política contemporânea.

No teatro da crueldade, o “autarca (e, por extensão, o político) português” é, o mais das vezes, uma figura injustamente malquerida e estigmatizada. E Isaltino Morais é o autarca arquetípico, rapsodo e engenhoso. Liberto do “ruído da ideologia” e dos espartilhos partidários, repetindo uma estética pouco esdrúxula em cada charuto fumado, condenado em primeira instância pelos tribunais.
O voto dos eleitores é diferente do voto dos juízes. “A política está num lado e a justiça noutro”, adverte o autarca oeirense. Talvez Isaltino ainda vá a tempo de adoptar o slogan do infame Adhemar de Barros, que rouba mas faz. Afinal, Oeiras é dos concelhos mais desenvolvidos do país – disso não tenho qualquer dúvida.
(Ontem, 07/08, no Jornal de Notícias)

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7.8.09

«Antropologia para fora»

4.8.09

Com ponto de exclamação

Goooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooolo!

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E um protector solar também dá jeito #nove


( Pointe aux Canonniers, Mauritius)
(1) (2) (3)(4)(5)(6)(7)(8)

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Passeio Público

(Intriga e política)

Um cidadão comum com a escolaridade obrigatória não tem que se pôr a pensar sobre todas as coisas; pensando bem, nem a isso está obrigado um político ou um funcionário do estado com as mais altas responsabilidades. É, por isso, com algum desconforto que, por agora, desisto de reprovar (com toda a veemência necessária) a indiferença da Estradas de Portugal (EP) perante a morte recorrente de pássaros que embatem com os painéis acústicos da Ponte Rainha Santa, em Coimbra. Menciono o caso, não para me certificar que algo irá ser feito pela EP de modo a reduzir ao mínimo aceitável o genocídio aviário, mas para esconjurar a má consciência e adoptar, pelo menos, uma postura de resistência passiva perante a situação.

De qualquer forma, o estado a que chegou (sendo este “estado-a-que-chegou”, ele próprio, uma instituição) a política em Portugal não permite grandes devaneios à volta de aves e pontes, que não sejam aqueles que nos afoitam a saltar (a voar) dessas mesmas pontes para o suicídio colectivo enquanto país. Não é caso para menos: a historieta que envolve o Bloco de Esquerda (BE), o Partido Socialista (PS) e Joana Amaral Dias, antes de ser uma imbecilidade terceiro-mundista, é a prova cabal de que em Portugal se confunde, mais vezes do que seria desejável, a política com a intriga. Tudo isto num momento de crise, quando o que se faz (e o que se diz) deveria apoiar-se em princípios de responsabilidade.

As acusações feitas ao PS são duras. Envolvem ofertas obscuras de um lugar elegível na lista por Coimbra ao Parlamento e cargos honoríficos no novo governo; ofertas recusadas, afinal, por Joana Amaral Dias. Na realidade, ninguém parece interessado em confirmar, ou infirmar (excepto José Sócrates, Vieira da Silva, Paulo Campos e Vítor Baptista), as pretensas manobras dos socialistas junto da bloquista – mas essa é uma responsabilidade do BE, que aqui toma o papel do acusador.

De um lado, a lisura cartográfica de Francisco Louçã, rescendendo a sermões e moralidades jesuíticas; do outro, a presumida conduta de altos dirigentes socialistas, subordinados à divulgação dos desmentidos. Tudo se resume a acusações para as quais não há defesa possível; o boato é de tal modo reprovável que muito dificilmente surgirão provas palpáveis que o confirmem. No final, será como nos tempos negros da Santa Inquisição: uma vítima inocente sempre há-de arder na fogueira.

(31/07, Jornal de Notícias)

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Passeio Público

(Conhece-te a ti mesmo)

Estamos gratos a Sun Tzu por tantas e tão convenientes citações. “Conhece o teu inimigo”, aconselha o genial estratega no seu livro “A arte da guerra”. Convenhamos, o estribilho é tão frequentado que mais valia não o repetir. Contudo, o ser humano tende a esquecer as verdades mais evidentes. Julgo que não é o caso do Partido Socialista de Coimbra (PS-C). O seu “inimigo” é sobejamente conhecido, tal como as suas fraquezas e as suas qualidades.

Carlos Encarnação oficializou a sua recandidatura à Câmara Municipal de Coimbra (CMC). Era esperado. Apesar do que o ainda presidente da Câmara declarou, em 2005, ao jornal universitário “A Cabra” (que não voltaria a recandidatar-se à presidência da CMC), sempre acreditei que o Partido Social Democrata de Coimbra (PSD-C) e os restantes partidos da coligação (CDS-PP e PPM), e o próprio Encarnação, ambicionassem mais um ciclo de vitória nas autárquicas em Coimbra e, consequentemente, a oportunidade de continuar o seu projecto político para a cidade.

O PS-C conhece, pois, o seu adversário mas durante um período demasiado longo parecia não conhecer-se a si mesmo. Lembramo-nos de Lineu e de outro chavão memorável: “Nosce te ipsum” (conhece-te a ti mesmo). Costuma ajudar. Não obstante, a narrativa da escolha do candidato socialista à CMC alimentou-se durante demasiado tempo de equívocos e actos falhados. As histórias que se foram criando em redor de Henrique Fernandes e Vasco Ribeiro resultam de uma crispação no seio do partido que não abona definitivamente junto dos eleitores. Enfim, águas passadas. Começar de novo nunca fez mal a ninguém.

Álvaro Maia Seco, o candidato oficial do PS-C, tem uma tarefa árdua pela frente. Luta, não só contra o todo-poderoso Carlos Encarnação, mas também contra o tempo perdido e o fraccionamento que inevitavelmente ocorreu entre os socialistas. Com uma carreira centrada no desenvolvimento da cidade de Coimbra, Maia Seco constitui uma alternativa credível à coligação no poder. Não há rochedos inultrapassáveis.

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