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30.3.08

Estéticas da Morte #trinta e três

Disse Hamlet, olhando a caveira do bobo: Alas, poor Yorick! I knew him, Horatio. Sabem com certeza identificar a popular cena. O que talvez não saibam é que Yorick, a caveira de bobo, quedou-se a meditar do acontecido, solitário, nas curtas distâncias da sepultura, depois do grande príncipe e do amigo se afastarem para outras histórias e aventuras. Contente como estava de haver sido reconhecido por Hamlet não esqueceu, porém, que ainda no dia anterior, vendo-se reflectido em água acumulada no coval, se achara irreconhecível: mais magro, mais pálido e cada vez com menos cabelo.

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French Music #twenty two

Ra Ra Riot - Dying is Fine

[Tell me what for?]

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27.3.08

Passeio Público

(Pecado ambiental)

O mundo e os homens são antigos. Os pecados também. Afinal, os nossos defeitos são ingénitos, naturais: quase sempre a moral cede perante a vontade. Foi no séc. IV, e no Egipto, que um certo Evágrio Pôntico, monge grego, identificou e descreveu (para sua perene glória) os oito males espirituais que acometiam a humanidade e provocatoriamente vexavam e atropelavam a ordem doutrinária judaico-cristã. Quando, no séc. VI, o papa Gregório Magno tomou conhecimento da lista de Evágrio, redefiniu-a face ao cânone da Igreja de Roma. Nasciam os sete pecados capitais.

Embora naquela época as inquietações teológicas fossem bem diferentes do que são hoje, os pecados catalogados por S. Gregório sobreviveram à indeclinável rasura do tempo e permaneceram intocados no catecismo até há bem pouco tempo. Aos sete pecados canónicos, vinculados à culpa individual, a Igreja Católica acrescentou (oficiosamente) outros comportamentos pecaminosos: as experiências científicas com seres humanos, a pobreza, a manipulação genética, a injustiça social, a riqueza desmedida, a toxicodependência e a poluição do ambiente.

Este último pecado é especialmente interessante. Mais que uma falha privada parece configurar uma transgressão social. Se uma instituição multissecular como a Igreja Católica demorou tanto tempo a associar as ofensas ao ambiente a uma conduta (individual ou societária, não interessa) moralmente inaceitável, não devemos ceder à perplexidade quando lemos que uma simples “escada de peixe” (uma espécie de rampa em cascata que permite aos peixes ultrapassar obstáculos artificiais motivados por construções humanas) no Açude-Ponte do Rio Mondego, em Coimbra, se conforma ao mísero estado de projecto, de esboço de papel, com 30 anos.

Um rio é um sistema biológico complexo e frágil. Um transtorno ecológico a montante tem consequências a jusante, e vice-versa. A inexistência de uma estrutura que facilite a transposição do Açude impede um grupo de espécies piscícolas, como a enguia, a lampreia, o sável ou a savelha, de subir o rio e aí prosseguirem o normal paradigma biológicos de crescimento e reprodução.

A construção do Açude-Ponte do Rio Mondego na década de 1980 impôs uma pressão pungente sobre o ciclo reprodutivo de algumas espécies de peixes. Ao prejuízo ecológico soma-se o risco de perdas económicas: a gastronomia associada à lampreia, por exemplo, sustenta uma valia maior em concelhos como os de Penacova ou Montemor-o-Velho.

O deputado Miguel Almeida, do grupo parlamentar do PSD, vai apresentar um requerimento à Assembleia da República, reclamando explicações sobre o adiamento reiterado de um projecto essencial à manutenção da biodiversidade do Rio Mondego a montante da cidade de Coimbra. Em 2006, os Amigos do Mondego e Afluentes haviam feito o mesmo, sem resultados práticos. São 30 anos de esquecimento e desleixo. A incúria não é pecado, mas deveria ser.

(Ontem, 26/03, no Jornal de Notícias)

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26.3.08

Uma história moral

Nos últimos anos da década de 1980 - lembro-me como se fosse há 20 e poucos anos - havia violência na minha escola (a «primária» do Ameal). O Fernando, pelo menos o Fernando, levava porrada todos os dias. Da professora e dos colegas (eu incluído). Não sei o que é feito do Fernando. Acho que casou e tem uma filha.

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25.3.08

Um outro tipo de contestação


[Miguel Cardina, A Tradição da Contestação. Resistência Estudantil em Coimbra no Marcelismo, Editora Angelus Novus]

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Má educação

A minha face de «papá modernaço» tende a desculpabilizar a aluna da Carolina Michäelis que bateu na «velha» que lhe quis tirar o telemóvel. Brinco.

A miúda merecia uma carga de porrada. Ainda hei-de decidir se estou a brincar. Aceitam-se sugestões.

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24.3.08

A morte de Virgílio

Brindisi: o canto, um labirinto, frio de terra. Os papéis intocados, deus perdido. Os dedos sujos. Corta a mão. Tudo se concretiza.

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Ressurreição


Deixem passar o filho do homem
Que as árvores torcidas
Se endireitem à sua passagem
[Paula Tavares, Ex-votos, pág. 38]

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20.3.08

Passeio Público

(Nem metro, nem meio metro)

O projecto do metro ligeiro de superfície (MLS) de Coimbra esmorece perante o medo de «criar futuros» que parece abraçar mortalmente a cidade. Já manifestei esta convicção uma vez mas, com alguma incomodidade, volto a ponderá-la. Este enredo tem excesso de passado, temo. E um desenvolvimento recente: o «dolce far niente» burocrático da autarquia emparelha com as críticas de um grupo de papás desassossegados e descobre-se um pretexto simples para (mais) uma partida adiada.

O metro de superfície (ou o seu mais fresco avatar, o «tram-train») é, ainda e apenas, uma utopia de papel. A rejeição do traçado da linha do eléctrico ligeiro proposto pela Metro Mondego para a zona da Solum pela Câmara Municipal de Coimbra é apenas mais um transtorno serializado na história do projecto. É «uma morte nova numa vida caducada» (furto impudentemente esta bela expressão do livro “Estórias Domésticas”, de Henrique Fialho).

Talvez seja proveitoso recordar alguns actos basilares deste «drama giocoso». Em Junho de 2005, o Governo suspendeu o concurso para o metro de superfície depois das autarquias da Lousã e Miranda do Corvo terem declinado o protocolo com a Metro Mondego. Carlos Encarnação reconhecia, pouco tempo depois de ser conhecida a decisão governamental, que a concretização do projecto do metro de superfície era fundamental para mitigar o problema das acessibilidades da cidade. Em Março de 2006, o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, garantia o MLS em Coimbra e no ramal da Lousã e assumia a concretização do projecto até 2011.

Entretanto, os desígnios da Metro Mondego materializaram-se sem premência excessiva, brandamente, num sossego manso de jubilado; e sem efeitos manifestos, se omitirmos a destruição de um pedaço considerável do núcleo medieval da cidade, entre as ruas Direita e da Sofia.

Quando as circunstâncias políticas faziam crer que o plano para o metro ligeiro de superfície finalmente encarrilava (pobre metáfora), a Câmara Municipal de Coimbra recusou a opção para o traçado do eléctrico de superfície para a Solum proposta pela Metro Mondego (com votos contra de quatro autarcas da maioria PSD/CDS-PP/PPM, incluindo Carlos Encarnação, uma abstenção do vice-presidente João Rebelo, também da coligação maioritária, e os votos a favor* de três vereadores do PS e de um do PCP).

O cenário que remanesce convoca alguma perplexidade e incerteza. O presidente da Metro Mondego, Álvaro Seco, perante a possibilidade de não resolução do embaraço que esta reprovação implica, admite afastar-se do projecto.

Com a certeza de que a partir de histórias bem menos interessantes se escreveram admiráveis comédias, não posso deixar de notar que os insucessos reiterados do MLS conimbricense se assemelham já a uma «opera buffa». Todavia, apesar da envolvente de farsa, suspeito que esta seja mais uma história que termina mal.

*No texto publicado no jornal referi, por lapso, que os vereadores do PS e PCP votaram contra a moção da Metro Mondego. Na realidade votaram a favor. O projecto foi reprovado com os votos de quatro elementos da coligação PSD/CDS-PP/PPM. Aos visados as minhas desculpas.

(Ontem, 19/03, no Jornal de Notícias)

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French music #twenty one

Vampire Weekend - Walcott

[Don't you know that it's insane?]

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19.3.08

A olhar para diante


Não muito longe da garagem de L..., na dura época entre as duas guerras, um certo Steyr Bleyberg, jovem, nitidamente pobre, viu surgir um carro do lado direito da rua. Bateu com a testa nas costas da mão, ensombrado pela ansiedade, e depois, fugindo dos olhares dos estranhos, deu o primeiro passo em direcção à estrada (infinita lentidão). Embora nessa época os carros fossem pouco rápidos, a Bleyberg parecia-lhe que aquele, em particular, levantava voo. Por culpa dele espalhou-se por toda a cidade um turbilhão de ruídos oleados. Na rádio, os locutores, com voz grave, davam as notícias mais obsidiantes: podia-se ser torturado em suaves prestações mensais. O que quer que Steyr Bleyberg tivesse ainda que fazer não lhe interessava mais. Abraçou uma pequena nuvem branca, carregada de jóias e peles gastas, e disse-lhe desfeito em sorrisos: «um dia quero que vejas a minha cara».

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Weekly Review (act.)

Pedro Mexia é o novo sub-director da Cinemateca Portuguesa. Uma excelente notícia para quem, como eu, gosta de cinema e do Pedro. Entretanto, Miguel Alberto Valente deixou a ASA, editora que prestigiou desde 1991. Com ele saiu Francisco José Viegas, que se mudou para a Bertrand. O meu abraço a ambos. Mais uma saída: Manuel Portela demitiu-se do cargo de director do Teatro Académico de Gil Vicente. Uma péssima notícia para cultura conimbricense.

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17.3.08

Esta democracia de papel

Daniel Oliveira, no Expresso, chamou «palhaço» a Alberto João Jardim*. O jornalista foi condenado a pagar dois mil euros a Jardim por difamação. O presidente do Governo Regional da Madeira não se coíbe de dizer o que pensa dos jornalistas do continente: são uns «bastardos». Edite Estrela é uma «delinquente» e José Sócrates uma «barata mentirosa». Eu podia continuar mas acho que vocês já perceberam. Alberto João Jardim nunca foi julgado por difamação, a imunidade que o cargo lhe confere é deliciosa, conveniente. Eu acho que é obscena. Enfim, quando alguém que passa a vida a insultar os outros acaba por ganhar um processo de difamação em tribunal cai a máscara da decência à democracia mexicana, de plástico, que os «pais da liberdade» nos legaram.
*Se eu tivesse dois mil euros para malbaratar, escrevia aqui que o epíteto dispensado a Jardim lhe assenta na perfeição. Como não tenho, não escrevo nada.

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Conselhos úteis [por um bonito Ewok]


[No GANA via 802701]

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13.3.08

Mendax est fur

«Alguém acha que em política as mentiras graves são assuntos de pichotas e coninhas?»

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Passeio público


Deve ter sido sempre assim. Pelo menos desde que a humanidade se desembaraçou dos pêlos, da locomoção quadrúpede e das limitações cognitivas da sua parentela simiesca. Não houve, de então para cá, uma reforma profunda na nossa mentalidade. Os homens sempre gostaram de dividir o mundo e, partindo de diferenças reais ou imaginárias, fraccionaram-no em regiões, províncias e territórios.

Desta tendência humana para a decomposição espacial surge o nosso país. Portugal é pequeno, ao contrário do que indiciava o fabulado mapa do “Império Colonial Português”, ampliado à força e a expensas de Angola, Moçambique ou Timor. Pequeno e (já adivinharam) dividido. Lisboa e o resto. Norte, Centro e Sul. Interior e Litoral.

A divergência social e económica dos diferentes territórios do país evoca uma assimétrica manta de retalhos. Na década de 1960 a emigração esquartejou a face interior do país, eviscerou-o, no sinistro culminar de anos de disparidades e injustiças sociais. Aldeias inteiras deslocalizaram-se para os “bidonvilles” de Paris. O abatimento demográfico, o envelhecimento, a falta de emprego e o encerramento de centros de saúde, maternidades e escolas enformam actualmente uma certa identidade do que é ser “interior”.

Há pouco tempo, perto de Odemira, julguei que passeava pelo “interior profundo” do país. Aldeias quase abandonadas e habitantes envelhecidos ilustravam um postal desvanecido. A quatro ou cinco quilómetros de distância, as belas arribas da Costa Vicentina e o mar. Acho que percebem o que quero dizer: o interior não pode continuar a ser reduzido a uma mera oposição geográfica do litoral. Será Madrid uma cidade afectada pelo peso da “interioridade”, pela distância que a aparta do litoral? Claro que não. Ser “interior”, mais do que um afastamento do mar, implica uma condição de periferia e margem, uma separação (não necessariamente física) dos fulcros e vínculos de desenvolvimento e uma rarefacção relacional.

Face às noções expostas, talvez seja legítimo considerar o abandono e a prostração social e comercial da Baixa de Coimbra como um sinal de interioridade. Ou encarar o encerramento das urgências do Hospital de Anadia como um afastamento simbólico da cidade bairradina relativamente ao litoral. Talvez seja importante percebermos que o “interior” pode encontrar-se em qualquer lado, até à beira-mar.

O interior não é uma entidade unidimensional, que trespassa fisicamente o país de Bragança a Vila Real de Santo António. O interior, enquanto margem de fragilidade social e económica, insinua-se cada vez mais na orla e até no centro das grandes cidades do litoral. As metástases do conceito afastam-se do território geográfico de origem.

(Ontem, 12/03, no Jornal de Notícias)

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French music #twenty

These New Puritans - Elvis

[We're all waiting]

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11.3.08

Estéticas da morte #trinta e dois

Apesar do que está prestes a acontecer, é inegável que a minha vida conheceu desenvolvimentos espantosos depois de ter lido, não sem alguma repugnância, o infame breviário de Alexander Klöest sobre a morte auto-infligida: «A arte do suicídio». Reparem, eu fartei-me de ler sempre o mesmo livro, fartei-me de ler histórias sobre velhos misóginos com problemas de erecção, destroçados por àvêcês recorrentes e por gajas primaveris que, não me lixem, se quiserem mandar uma boa foda procuram gajos da idade delas e nunca, mas nunca!, professores de literatura (feios, inteligentes e cheios de cancro). O Roth despacha os velhos muito lentamente. Dá-lhes com todo o mal do mundo, mata-os em câmara lenta, como se a vida fosse sempre um martírio, uma via crucis de cento e tal páginas. O que chateia é que é dele a razão e, quanto a isso, não podemos fazer nada. Ou (talvez). O breviário de Kloëst, melancolicamente sublinhado, descansa junto à minha cabeça. Na cama, damasquinas, umas quantas cápsulas de cianeto. Fica-se azul, não é?

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A cura, a médica e os outros todos

Alinhamento
Plainsong (Disintegration 1989)
Prayers For The Rain (Disintegration 1989)
A Strange Day (Pornography 1982)
Alt. End (The Cure 2004)
The Blood (The Head on the Door 1985)
The End of the World (The Cure 2004)
Love Song (Disintegration 1989)
A Boy I Never Knew (Inédito)
Pictures of You (Disintegration 1989)
Lullaby (Disintegration 1989)
From The Edge of The Deep Green Sea (Wish 1992)
Kyoto Song (The Head on the Door 1985)
Please Project (Inédito)
The Walk (Japanese Whispers 1983)
Push (The Head on the Door 1985)
Friday I'm In Love (Wish 1992)
In Between Days (The Head on the Door 1985)
Just Like Heaven (Kiss Me Kiss Me Kiss Me 1987)
Primary (Faith 1981)
Never Enough (Mixed Up 1990)
Wrong Number (Galore 1997)
One Hundred Years (Pornography 1982)
Disintegration (Disintegration 1989)
Encore 1
At Night (Seventeen Seconds 1980)
M (Seventeen Seconds 1980)
Play For Today (Seventeen Seconds 1980)
A Forest (Seventeen Seconds 1980)
Encore 2
Lovecats (Japanese Whispers 1983)
Let's Go To Bed (Japanese Whispers 1983)
Freak Show
Close To Me (The Head on the Door 1985)
Why Can't I Be You (Kiss Me Kiss Me Kiss Me 1987)
Encore 3
Boys Don't Cry (Boys Don't Cry 1980)
Jumping Someone Else's Train (Boys Don't Cry 1980)
Grinding Halt (Boys Don't Cry 1980)
10.15 Saturday Night (Boys Don't Cry 1980)
Killing An Arab (Boys Don't Cry 1980)

(Concepção e recolha por Zé Miguel Simões)

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9.3.08

Robert Smith

A cura e a médica.

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7.3.08

Komme i gang

O corpo resiste, enfim. Como pode. Acomodado aos desencontros combinados à última da hora (à última badalada da hora) vai solicitando ao branco véu dos teus dentes o sorriso cínico das deusas. As pequenas coisas, como o amor, são as mais confusas e quase sempre as mais tristes. Um bocejo sôfrego bebido entre duas cervejas e uma palavra inexistente. Amor, amor. O açoite de todas as questões que se desvanecem à espera do amanhecer.

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Weekly Review #5


[Parabéns à Confraria do Atum]

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6.3.08

Get started

O corpo resiste ao derradeiro espasmo, encontra forças na ausência de carne, como se a partir daquele momento o fim fosse mais evidente, inevitável. Então, os olhares que se tocam cometem um primeiro crime: não se reconhecem. Um crime menor, dirá porventura algum de vocês. Sem razão, porém. Uma criança de dois anos reconhece-se no espelho e percebe que Deus a abandona aos poucos.

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Weekly Review #4

5.3.08

Weekly Review #3


[In memoriam: Maria Gabriela Llansol]

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4.3.08

O remoinho

Não suporto olhar-te de frente, cara de cadela mansa. Já não te lembras. Eu próprio não recordava este sucesso até há umas horas atrás. Pelo menos de uma parte importante do que aconteceu. Espera, não me vires já as costas, o dia não foi ainda trocado pela obscuridade impensável. Tardam as horas que perdem o sol. Já não te lembras e eu quero contar-te o que sei. Julgo notar o fogo da curiosidade no teu rosto mas poderá ser apenas um resto de ódio e raiva. O dia demora-se para além do razoável. Até ao fim hás-de ouvir-me contar o que sei. Depois podes desejar-me as boas noites e ir para a cama como se nada tivesse acontecido.

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Weekly Review #2

3.3.08

Weekly Review #1


[Parabéns ao Tiago Barbosa Ribeiro]

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Celsius

Eu gosto que os dias caiam inesperados sobre mim.

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