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28.2.07

Futuro do condicional

Desisti da competição narcísica. Reencontrei-me quando te encontrei, dedos de lã e beijos fagocitários. O dia remanesce apenas nas tardes douradas dos teus olhos.
[Alexander Klöest, O deus que era ateu, pág. 147]

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Pretérito imperfeito

Sinto-me cada vez mais perdido, desorientado. Os dias passam, parecem foguetes a rebentar na noite, e eu nem sequer dou por eles. Uma sombra longa desce sobre a minha cabeça, um miasma comprime o meu peito. Não consigo respirar. Juro que se tivesse coragem resolvia o assunto. Não, não penso no suicídio. Penso na fuga. O problema é que não há um porto de abrigo à minha espera, um abraço calado na escuridão.
[Alexander Klöest, O deus que era ateu, pág. 121]

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A expulsão dos demónios

Porque a sua ira dura só um momento; no seu favor está a vida. O choro pode durar uma noite; pela manhã, porém, vem o cântico de júbilo.
[Salmos 30:5]

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27.2.07

Os corpos invisíveis

Já o disse e reafirmo: o activismo selectivo alimenta-se da hipocrisia. Uma penumbra criteriosa ensombra o olhar de alguns que só palpitam quando sentem no mal o dedo americano [e o seu avatar mindinho, israelita]. Para esses, existem os corpos de iraquianos, palestinianos ou libaneses. Um corpo no Darfur - ou no Laos - é invisível, a carnificina improvável e pouco noticiada. Mesmo agora, enquanto escrevo, os corpos intangíveis de mulheres e homens, velhos e crianças, não podem, senão nas boas intenções de alguns, dar a conhecer a rasura nas aldeias de refugiados do Chade. O Darfur expande-se [mas isto é apenas a minha imaginação que me faz ver o que não existe].

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O corpo arremessado

Dizer merda e fazer merda não é a mesma coisa. Parece-me mais poético o acto produtivo.

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26.2.07

Rapaz

Está velho e um pouco doente, isso, um pouco doente e velho, as duas coisas ao mesmo tempo. E, também, tão bonito. Na fotografia amarelada, perdida num dos corredores da casa, é ainda jovem, de olhos em amêndoa. E são esses olhos esfarrapados, acamados de lágrimas, que o denunciam agora, depois de 50 ou 60 anos. Conheço-os desde sempre e não os quero perder.

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Ler, copiar. Copiar sempre.

O óscar que já devia ter sido



[Scorsese]

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23.2.07

Finitude

É nos outros, e não em nós, que pressentimos primeiro o voo destrutivo do tempo.

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22.2.07

Glass spy

Artesanal, vulgar e negro. Incorporando as mãos e as pálpebras dos anos. Tremendo e hesitando, ainda, perante o vazio imaculado do rectângulo, outrora árvore e vivo.

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21.2.07

Greek music #forty

Red House Painters - Have You Forgotten
[Have you forgotten how to love yourself?]

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Incipit

Um tiro, apenas. Depois o silêncio.

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Vanitas

Todos os restos, todos os pedaços de homem, são da terra e das suas funduras, dos seus vícios e dos seus vermes, do torrão escuro em que se transforma a eternidade.

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20.2.07

40 anos

[Kurt Cobain nasceu no dia vinte de fevereiro de mil novecentos e sessenta e sete]

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16.2.07

Há-de ser verdade

Gostei do referencial. Não me enganei. Terra para se viver, ser feliz. Mas, como outrora o perecido, minado pelo desencontro. Badaladas trocadas, palavras assíncronas: tudo acontecido um pouco depois, tarde demais. Culpa o tempo. Culpa o tempo. Culpa o tempo. Dito assim, tantas vezes, há-se ser verdade.

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15.2.07

Greek music #thirty nine

The Karelia - Love's a cliché
[Wear high heels and a feather]

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Estéticas da morte #dezassete

Contemplei uma derradeira vez o areal. Àquela distância o grito de horror da multidão soava a melopeia com que uma mãe desvelada embala o filho que dorme. Os dois homens, silhuetas longínquas, pouco mais que lémures ao entardecer, debatiam-se na forca armada junto ao rio tornado escasso pela canícula. Já nem sabia qual dos dois era o assassino, se o condenado se o carrasco. Quando aquele morresse, ambos. A brisa soprou um pouco mais forte, pressagiando a trovoada. Nos canaviais da margem a garotada brincava, ainda inocente.

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14.2.07

Dia dos acéfalos - número dois

Piores que os jantares de casais de namorados são os jantares de encalhados. Antigamente a dignidade era uma virtude.

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Dia dos acéfalos


Recordam-se do Cruzado [de De Joinville] que tentou pentear a marrafa algum tempo depois de uma espada de Sarraceno lhe cortar o pescoço? Sim, aquele a quem Ambrose Bierce chamou acéfalo no seu Dicionário do Diabo.

Hoje, dia catorze de fevereiro de dois mil e sete é o dia deles, dos acéfalos.

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13.2.07

Epifania

Não poucas vezes sinto o pulsar do mundo em função do meu umbigo. Especialmente nas horas mais negras, melancólicas, da linha contínua dos dias. Mas agora sei que o amor acontece sempre à primeira vista. Naquele momento em que olhas a pessoa amada de forma diferente, pela primeira vez. Mesmo que a conheças há cinquenta anos.

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Eu bem digo...

Voto rural no não?

Não!

12.2.07

Um pequeno passo para a modernidade, um grande passo para as mulheres.

Mulheres a interromperem voluntariamente a gravidez em sítios todos badalhocos? Não a partir de agora. Possibilidade de escolha, liberdade, igualdade, maternidade e paternidade responsáveis, um pouco mais de modernidade. Uma pequena vitória já que há ainda muito por fazer: regulamentação dos casamentos entre homossexuais, incremento do apoio aos casais [hetero e homo] que decidirem ter filhos, facilitar a reprodução medicamente assistida, possibilitar a adopção de crianças por casais homossexuais.

11.2.07

O amor é um dom

Deixei-te quase a dormir. A frase improvável, o sentido vermelho da nuca e dos seus cabelos. A noite chove lá fora. Entretanto adormeceste, é quase certo. Uma luz vaga de automóvel confunde-se por momentos com os teus olhos fechados.

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Serviço Público


Preparem as pendrives e os cd's, libertem espaço no disco, comprem um disco externo. Ou então não, que os pdf. não ocupam muito espaço. Mas despachem-se, o regabofe só vai durar até ao final do mês de Fevereiro!

9.2.07

CO

Ainda me lembro, tanto tempo depois. As experiências desagradáveis têm esse efeito taumatúrgico de nos condicionar a memória, sobrecarregando-a com aquilo a que um parolo qualquer chamaria de mau karma [essa instituição imortalizada nas sitcoms americanas e nos papéis azuis colados nos postes em frente à Conservatória do Registo Civil...]. Pois é, aquilo foi uma ganda seca, como eu dizia quando era teen e agora também, que sou trini. Na altura calei-me, com medo. Toda a gente gosta desta obscenidade cantante e tocante, pensei, os cabotinos da rádio até faziam de conta que aquilo dava para dançar, outros cerravam os olhos e abanavam a cabeça [enquanto pensavam nas omoletes que comeram ao jantar], mesmo à mete nojo. Livra, mais vale ficar caladinho que podem tomar-me por ignaro, assenti conscientemente.
Mas, afinal, eu não era a única aldeia da Gália que resistia àquela coisa: obrigado por tudo R. Por teres dito que o concerto foi uma m... e que te apeteceu vomitar para cima daquelas calabres que dançavam junto ao palco.

Pergunta

Se eu ler a Odisseia de Homero adaptada para jovens [por Frederico Lourenço] posso dizer, com propriedade e sem aldrabar, que li a Odisseia de Homero?
Não seria o primeiro.

Mateus 6:3

No destempo da hora, esqueci. A pele curtida é, porventura, sensível às minudências da meteorologia? Pegou uma única folha do chão, foi-lhe concedida a eternidade nos reinos da boaventura. Para os outros, para o próprio filho, os caminhos para a cadeira ao lado são tortuosos e elevam-se no fio da rasura.

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Todos os nomes

És grande! obrigado! muitíssimo obrigado! fico feliz! tu és do bem! és um espectáculo!

8.2.07

Quem dera que junto às naus estivesses


[André Kertész, Broken plate 1929]
Percebi o latido desafinado, a noite encurtada. Fomos alegres ao vinho. Na dor da procura evitámos o riso perdido por detrás do vidro.

Greek music #thirty nine

[Love in the nineties is paranoid]

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7.2.07

Dão-se alvíssaras [das boas]

A quem me oferecer - em formato pdf., fotocópia, whatever - os seguintes artigos científicos:
Eastell, R. 1991. Classification of vertebral fractures. Journal of Bone and Mineral Research 6: 207-15.
Black DM. 1991. A new approach to defining normal vertebral dimensions. Journal of Bone and Mineral Research 6: 883-92.
Genant HK. 1993. Vertebral fracture assessment using a semiquantitative technique. Journal of Bone and Mineral Research 8: 1137-48.

Quase confissão

Junto os factos contingentes, um por um, com vagar e alguma minúcia, respigados sobretudo das linhas burocráticas de um funcionário do cemitério e da parca, mas exuberante, prosa dos antigos jornais de província. E por isso sei agora daquela tragédia que acometeu a [então] aldeia de T. no dia 26 de Junho de 1926. Ou uma outra, mais irónica mas igualmente fatal, acontecida na vila [hoje já será cidade?] de V. em 24 de Setembro de 1929. Folhas secas que me vão denunciando a floresta pretérita. A pele da cobra que me diz que houve uma cobra. Sinto-me um deus que chama o Lázaro, vaga, pressentida imodéstia desta quase confissão.

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6.2.07

Boato

Sou um tipo demasiado chato para gerar boatos, pelo menos sobre a minha vida privada. Julgo que nos tempos da faculdade algumas pessoas achavam que eu era vagamente homossexual. E talvez algumas pessoas ainda achem isso (aliás com argumentos plausíveis: «34 anos, vive sozinho, escreve poesia»). Mas hoje alguém me disse que corria o boato de que eu me tinha casado. Fiquei contente por ter gerado um boato, mas estupefacto com a natureza improvável da coisa. Não se trata apenas das minhas «conhecidas reticências face à instituição casamento»: trata-se também das conhecidas reticências da instituição casamento face a mim. Só uma vez é que uma mulher admitiu como hipótese remota vir a casar comigo, e mesmo aí foi porque eu puxei o assunto numa das crises de sonambulismo dela. Eu não sou nada «casável». Há razões plausíveis: «34 anos, vive sozinho, escreve poesia».

Greek music #thirty eight

Daedelus - Sundown
[Sunshine]

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5.2.07

Assim de repente

Aquiles e Aquilino. O calcanhar de aquiles do primeiro era o calcanhar, do segundo uma outra língua portuguesa.

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Relambório

Por nada, diga-se. É uma palavra maior, de acento no o. Só por isso e por nada mais. Minto. Porque sou eu e porque me faz lembrar os gatos do Aquilino.

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2.2.07

Da estética na guerra

A guerra sobeja de inumanidade. Os homens e as mulheres que morrem na guerra não são simplesmente minudências que tiveram o azar de se encontrar com uma bala ou um rocket. Cada morte é um infortúnio, uma perda irreparável. Mesmo os que sobrevivem, morrem - com a sua inocência. Mas, apesar das muralhas caídas, de Aquiles e Heitor, de todas as lanças de longa sombra que carregavam a morte no bronze, a Ilíada [e a Odisseia] só existe pela guerra. O paradoxo: a vergôntea da mais bela flor não nasce, também ela, na imundície do estrume?

Greek music #thirty seven

Clap Your Hands Say Yeah - Over And Over Again
[Success is so forbidding But it makes me think I'm winning]

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1.2.07

A morta mais fofinha do mundo