<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d5676375\x26blogName\x3dD%C3%A6dalus\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dBLUE\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttp://daedalus-pt.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_PT\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://daedalus-pt.blogspot.com/\x26vt\x3d-8110302918440701225', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>

31.1.07

O desejo súbito do sapo

O voo rápido, no fio da asa, até ti, ainda a tempo de te ver adormecer. Ainda a tempo de dizer sem medo do ridículo: amo-te.

Greek music #thirty six

Temple of the Dog - Hunger Strike
[I'm growing hungry]

Etiquetas:

Geografia actual da palavra

Cascais - Nova Iorque - São Martinho de Anta - Tróia - Buenos Aires

30.1.07

A cólera, a morte: a glória do Pelida

Quem dera que junto às naus estivesses sentado sem lágrimas e sem sofrimento, visto que curta é a tua vida, sem duração! Agora será rápido o teu destino e mais do que todos os outros sofrerás.
[Homero, Ilíada, Canto I.415, pág. 41]

Etiquetas:

Declaração única n.1

Sou cristão de matriz católica [pouco participante nos ritos e, sobretudo, novo-testamenteiro], alinho à esquerda [no sector democrático], antropólogo, sportinguista e feminista [mas nunca faço a minha cama, mãe...].
Hei-de ir votar SIM no dia 11 de Fevereiro.

29.1.07

Greek music #thirty five

Mudhoney - Suck You Dry
[Pull yourself together Take a stab at forever Relax and let yourself go]

Etiquetas:

Aliud alic vitio est

Era gorda e mentirosa - isso mesmo, mentirosa e gorda, as duas coisas ao mesmo tempo, rodadas de tempero invisível. Gostava de cortar papéis pequeninos e de escrever morte aos anjos. Não gostava deles porque os achava indefinidos. Como ela, indefinida na morfologia e no carácter.

26.1.07

Sofia, 00:08h

Ainda estou à espera de me cumprir.
[...]

25.1.07

100 anos de paixão: só eu sei porque não fico em casa #37


[Tarja apresentada pela Mancha Negra no último AAC-SLB]
Eu pertenci à Mancha quando era jovem, a minha prima Gisela [ou o namorado, o Filipe] é a chefa, ou quase isso, do núcleo da Margem Esquerda, eu aprecio estes miúdos que amam tanto a simpática Briosa. É a Mancha que ainda me faz gostar alguma coisa da Académica, um clube de doutores e ricos que é tolerado com bonomia pelo povo inteiro [excepto pela malta de Guimarães]. A Académica nunca ganha nada e eu gosto de ganhar, é mesmo assim. O Sporting também nunca ganha mas pelo menos tem um equipamento bonito e é de Lisboa.

Etiquetas:

24.1.07

Passé composé


Vamos molhar os pés no mar em dia de inverno? A revelação do palavreado inútil, a folha que denuncia a floresta. A epifania. As citações preferidas. Não existem máquinas do tempo, só existe a possibilidade de viajar no tempo. O imaculado branco tornado ema[s]culado. O passado limita as possibilidades do futuro. The edges of our love are in the stars [my oblivion].


We'll always have.

Etiquetas:

Greek music #thirty four

Sonic Youth - Dirty Boots
[Satan got her tongue - now it's undone]

Etiquetas:

Arte?! Aquilo é uma cabra com um pneu enfiado pelos cornos abaixo...


[Robert Rauschenberg, Monogram]

Ainda me lembro bem deste enunciado a la burgesso, emitido por indivíduo bem apessoado mas ignaro por consciente opção [esperando que nunca alguém referende a lídima opção de ignorância], numa manhã parisiense de frio e tristeza [melancolia]. É quase certo que provocava os circunstantes. Gosta de se armar aos cucos, cultiva a insciência genética dos antepassados. Mas, apesar do cheiro a ninhos e a feno, conhece bem Alfred Gell. E intimamente soube o que pervagava a mente de Robert Rauschenberg quando este decidiu pintar as trombas de uma cabra daquelas que dão uma lã muito boa, apreciada, e apertar o seu peito com um pneu usado da Michelin. Intimamente soube também que isso não era o que mais importava naquela manhã de lágrimas e incensos.

Rauschenberg em Serralves, a partir de 12 de Outubro.

23.1.07

On tretas

Depois de Piltdown, as tretas da ciência, para funcionarem, têm que convencer os próprios treteiros.
O que segue não tem absolutamente nada a ver com o prelúdio deste post. Um dia hei-de listar 100 coisas que me irritam solenemente. Assim, de um momento para o outro, recordo-me do Tropical e da sua fauna, do artesanato urbano, do karma e da filosofia oriental.

Greek music #thirty three

The Yummy Fur - Theme from the Ultrabra
[You can hold this cigarette in your cleavage!]

Etiquetas:

22.1.07

Abrigo do Lagar Velho

Entrei em casas velhas e livros, cobardia de criança: não permanecia depois do ocaso. Hoje, como se fosse antes, o medo esboroa o desejo de ficar.

19.1.07

Everything else in life is nothing


Os dois melhores momentos de sempre do cinema.

[1] [2]

A iluminação gratuita das teses

Interessa-me mais a morte que a vida. Porque nem todos os homens vivem mas todos hão-de morrer.

Gostava de ter escrito estas linhas

18.1.07

Etnocentrismo disfarçado de uma cena-assim-tipo-práfrentex

[Bruxas de Salem, por José Medeiros Ferreira]
Também há deduções reducionistas e preconceituosas. Ainda bem que no Le Monde não escreveram que a maioria da população de Timor tem a pele escura. Sabe-se lá o que Medeiros Ferreira ia concluir a partir desse "facto".

Etiquetas:

Greek music #thirty two

Kaiser Chiefs - Modern Way
[This is the modern way of faking it everyday]
Para o maradona.

Etiquetas:

17.1.07

Mesa de cabeceira

O destaque é um Tylor de 1884, vindo de Littleton [Massachussets], de capa esfarrapada e cor de caca, feia, se quisermos ser de ronha. Tapa incompletamente um Borges volumoso, antológico e pouco mais que intocado, exceptuando os contos e um ou outro poema. Os de Vila-Matas são cinco - por vinte euros - e todos novos, pelo menos no que a nós respeita. Um breve opúsculo de Oscar Wilde, lido em graves 30 minutos, e um Hugo Pratt entrevistado oferecido em duas partes, uma por gosto e outra por engano. Bioy Casares e o porco indelevelmente associado à sua obra. Foi avisado. Uma foto de uma criança que morreu, com moldura. Um lápis branco, Hesperia Hoteles. Um candeeiro minúsculo, que já deu luz. Espaço vazio. O que resta. O pó.

Etiquetas:

16.1.07

O olvido e os hipócritas

Os americanos perderam a guerra na Indochina, saíram de lá à pressa, a correr para os Huey como se não houvesse amanhã. Eu escrevi Indochina porque os americanos não lutaram apenas no Vietname, também o fizeram no Laos e no Cambodja, qualquer um que tenha visto um filme do Chuck Norris sabe disto. No Laos, como no Vietname ou nas guerras índias [e.g., os Pima, de Ira Hayes, lutaram ao lado dos brancos], houve alguns nativos que lutaram do lado americano. Alguns não, uma etnia inteira: os Hmong. Até aqui, tudo mais ou menos normal. Numa guerra há sempre dois lados que se opõem, sejam eles os Troianos e os Dânaos ou os Commies e os Yankees. Com mais ou menos poesia é sempre assim. Só que, em 1973, no estertor da guerra - e ao contrário do que supostamente fazem os famigerados US Marines - os americanos deixaram alguns homens para trás, deixaram muitos homens para trás, e as suas mulheres, os seus filhos, as suas mães. Desde então o governo do Laos assassinou milhares de indivíduos da etnia Hmong. Cubro a cara de vegonha: um antropólogo sueco acredita piamente que o governo não está a matar de forma sistemática indivíduos de qulaquer minoria. Enfim, na antropologia, como em todas as disciplinas, há filhos de muitas mães. Os hipócritas do costume bradam - justamente - contra a ocupação do Iraque e da Palestina mas esquecem os Hmong, o povo de Darfur, os tchetchenos ou os tibetanos. Os americanos não andam por esses sítios a matar gente, portanto não vale a pena gritar por eles. O activismo selectivo é uma vergonha porque se submete a agendas políticas e não a razões humanitárias.

Etiquetas: ,

Praga



Em 1968, a Primavera chegou em Janeiro. Os tanques soviéticos trouxeram de novo o Inverno.

15.1.07

Adoro esta música

Adoro esta música. Fica fora da série Greek Music porque já dei espaço aos The Decemberists. Adoro esta música. O original é bem melhor mas ao vivo não está mal. Adoro esta música, ah pois adoro. E reparem como o vocalista é parecido com o Zé Diogo Quintela.

Etiquetas:

A comédia maldita

O azul é uma palavra antes de ser uma cor. Uma palavra usada para fazer a revolução engasgada do orgão que soluça. O azul tem o cheiro dos dias de mar. Mas só isso. É uma ideia que não passa nunca ao concreto porque ninguém suja as mãos com ideias.

Delilah

Não há a palavra certa para depois do coito. Apenas o sono breve.

13.1.07

Exemplae

No destacável Y de ontem pode contemplar-se mais um exemplo perspícuo de "nepotismo nacionalista" por parte dos críticos de cinema do jornal Público. Jorge Mourinha, Luís Miguel Oliveira, Mário J. Torres e Vasco Câmara atribuem, com a maior displicência, exactamente a mesma pontuação a 20,13, de Joaquim Leitão, e ao filme de Clint Eastwood "As bandeiras dos nossos pais". Mas que merda de crítica é esta [desculpem-me o calão]? Como é que se comparam e igualizam [em termos de qualidade artística] estes dois filmes: um, o de Clint, uma das obras maiores numa obra a todos os níveis notável; e o outro, o de Leitão, que, para além dessa notável caracterítica de ser falado na língua de Cavaco, nos confirma o talento do Angélico dos D'Zert? Indubitavelmente, a crítica é sensível ao país de origem dos filmes. Se é português, é bom. Se é americano, bem... Depende, não é? Porcaria de crítica em que o que interessa realmente é a palmadinha nas costas do amigo, os jantares na ante-estreia e a troca de favores.
Mas - e eis uma hipótese que não é de todo improvável - pode ser que eu esteja redondamente enganado e 20,13 é, de facto, tão bom como "As bandeiras dos nossos pais" e melhor que "Babel" de Iñarritu. Finalmente, vamos ter um filme português oscarizado e de palma de ouro a adornar-lhe os cornos.

Outra vez

A instintiva paisagem sugere os corpos de indefinição repetida, longamente desejada. O tempo suspenso nos passos perdidos, que não hão-de cansar o caminho de regresso.

Este pastor deve ter sido violado por um carneiro

A fazer lembrar as tardes de alongado auto-erotismo, instado pelo visionamento compulsivo dos xxx movies da Disney.

12.1.07

Mea culpa

Tens toda a razão Jorge Ricardo. Mas eu já me deixei de encómios públicos ao que é manifestamente bom. A idade às vezes guia-nos para caminhos errados. Ainda por cima não é só a música. É esse teu bom gosto, apurado por francesinhas e grandes vinhetas*.
*Eu, que não conhecia Ric Hochet, busco-o agora, obsessivo... Ah, bandido, que me distrais dos objectivos principais da minha vida!

11.1.07

Atrás das altas janelas

A chuva, em bátega inesperada [talvez não, sol]. O riso suspenso, quase denunciando a incredulidade, intimando as pedras do chão a caminharem para longe, para o mar de todas as partidas.

10.1.07

Estéticas da morte #dezasseis

A inquilina das tuas veias é a água. Esqueces-te de chorar quando é preciso, demoras o riso no vazio que te enche os dias. Sempre te conheci sob um véu esgarçado de mistério, pressentindo as mortes alheias no tardar das horas. A razão da tua desdita: a fatalidade da previsão, o enfado da correcção. Agora dizes-me que o próximo sou eu. Espero que te enganes. Esta corda em redor do teu pescoço e as minhas mãos fortes são mais que suficientes para contrariar o oráculo.

Etiquetas:

9.1.07

Amanhã


[O rapaz Neandertal de Devil's Tower]
Regresso à origem, ao útero seminal, em forçada viagem nostálgica.

Greek music #thirty one

Decemberists - 16 Military Wives
[La de da de da de-dadedade-da]

Etiquetas:

8.1.07

Da vingança

Pois é disso que se trata, quando invocamos mais uma vez a execução de Saddam. Do olho por olho, dente por dente. Que ninguém se julgue eximido dos sentimentos mais pristinos, aqueles que fluem do córtex reptiliano. Somos um macaco nu, mas não deixamos de ser um macaco. Atentemos, porém, nas palavras de Francis Bacon. Alijemo-nos do fardo do inumano e busquemos mais além a centelha que nos faz homens.
Revenge is a kind of wild justice, which the more man's nature runs to, the more ought law to weed it out. For as the first wrong, it doth to offend the law; but the revenge of that wrong putteth the law out of office. Certainly, in taking revenge a man is but even with his enemy, but in passing it over he is superior, for it is a price's part to pardon. And Solomon, I am sure, saith It is the glory of a man to pass by an offence.
[Bacon, F. Of empire. págs. 1-2]
p.s. Infelizmente não há sequer um retrocesso. O animal esteve sempre dentro de nós. Não se esqueçam disso, ele pode dormir mas não está morto.

5.1.07

De Saddam a Michel

Em catadupa começam a chegar a mim, via email, as imagens da execução de Saddam Hussein. A inequívoca repulsa moral em relação à pena de morte, sem mas [como dizia José Pacheco Pereira, que, pelos vistos, agora se retratou], não me abriu caminhos a qualquer visionamento do filminho gore obtido por telemóvel. Imaginava, até agora, a execução capital como um duplo descaminho de supressão da dor e anulação do espectáculo. Foucault, obviamente, foi o culpado por esta minha visão inocente da modernidade:
"[...] o corpo do supliciado é escamoteado; exclui-se do castigo a encenação da dor. Penetramos na época da sobriedade punitiva." [Vigiar e Punir, pág. 16]
Palavras prisioneiras do tempo e do regresso da história, agrilhoadas a um topos estacionário [o livro] mas rodeadas por um contexto fluído, poroso, retornário*. Michel Foucault, em Vigiar e Punir, descrevia, indubiamente, uma modernidade diferente da nossa.
* Parece-me bem, o neologismo :-)

O abismo incontido

Queríamos talvez passear nas margens esquecidas do teu corpo. Éramos tão novos, mas tu eras mais nova do que eu. De corpo assustado, rugoso, assumindo a incerteza do que ainda vinha. Sem licença para indelicadezas, quase negro na luz. Seduzido pela falsa luz da grande cidade.

4.1.07

Talvez

Sem que tu o saibas, de forma imperceptível e dissimulada, sob o lodaçal da vida, a frase inteira.

3.1.07

Youth and beauty

Some people said she was young and beautifull. The lonely carriage sent her away to the humid ground, near a laurel tree. Some people, not too much people, cried for her, during that shiny funeral in the summer of the year. She died in her sleep. It was not a good death, just a better death. Her name was Edith Wharton, she was 21 years old. She was young at that age. She was possibly beautifull - some people put it that way. I carry no powers to see her face now. I'm unable to assure you that she was beautifull indeed. Now I can scarcely believe it. She was young for sure, 21. But beautifull? How can I face her face now? I cannot see her through the wooden casket where she lies. The earth above her is too thick, too darkened by the wings of time. She is just a constelation of white bones and wrapped linen. No one can reach her now. Not even me. I will sleep around her grave, dreaming of her youth and beauty. Death awaits us all. I'm waiting for death.

Of acquaintances

The great biological joke on people is that you are intimate before you know anything about the other person. In the initial moment you understand everything.
[Philip Roth, The dying animal, pág. 15]

2.1.07

just a moment, please


i want to say that everything here is staged.
now playing:
a many months old melodrama.

Correcções e sensações do excepcional

Ser turista é uma característica do turismo.
[Aluna devidamente identificada]
A Lili Caneças não o diria melhor.

Greek music #thirty

[Nothing changed I still love you, oh, I still love you... only slightly, only slightly less than I used to, my love]

Etiquetas:

Naquela noite de coiso

A noite foi de preço elevado, usurária. Só o cachorro trouxe o justo preço. O homem pobre é o único que não preda o semelhante.